A solução para uma vida FIRE menos solitária

Estava ouvindo o episódio do Sr IF 365 sobre a solidão de quem quer enriquecer, e foi um desses episódios em que você entende tudo que a pessoa está tentando transmitir. Todos os pontos que ele relatou sobre a solidão eu já senti. Eu já me senti sozinha durante a semana enquanto as pessoas estão trabalhando, já tentei falar sobre FIRE com amigos e ouvir como resposta “não é para mim”, e já tive vontade de chacoalhar pessoas que davam um upgrade no apartamento ao mesmo tempo que reclamavam da vida estressante no trabalho.

Viver uma vida frugal com foco na aposentadoria antecipada não é pop. Você não vê isso bem representado na mídia. E os marqueteiros, por razões óbvias, convenceram quase todo mundo que o consumismo é algo que devemos aspirar ou desejar. A competição é injusta. Uma vida frugal não vai aparecer automaticamente no seu Instagram. Mas não faltam páginas com dicas de investimentos que usam um Porsche como imagem, automaticamente relacionando riqueza com consumo.   

Fora que a vida FIRE traz benefícios no longo prazo e não está alinhado com o vício cada vez maior da nossa sociedade de ganhos no curto prazo. Vivemos a famosa geração dopamina que não combina em nada com uma vida FIRE.

Então é natural que a maioria das pessoas do nosso convívio ainda enxerguem que dinheiro compra bens que compram felicidade imediata. E se você não está correndo atrás de mais dinheiro para comprar mais coisas, então você é infeliz. E ninguém parece entender que você na verdade está mais feliz do que nunca agora que tem um plano para sair da corrida de ratos. 

Mas enquanto eu ouvia o episódio, eu percebi que a minha angústia está menor. Esse ano eu passei por um processo terapêutico que trouxe uma solução simples para a solidão da vida FIRE.

A solidão na vida FIRE

No meu primeiro ano FIRE eu viajei pelo Brasil, então esse ano tinha mais cara de sabático do que de vida FIRE.

E quando eu e meu marido retornamos para São Paulo a adaptação foi desafiadora. Nós nos mudamos para um apartamento de 26m2 enquanto boa parte dos nossos amigos estavam dando um upgrade no apartamento deles.  E  eu não conseguia contribuir com a conversa sobre arquitetos já que estávamos fazendo tudo sozinhos. Eu queria falar sobre como economizamos com a reforma, enquanto eles queriam falar sobre a adega climatizada. Não havia conexão.

A nossa abordagem diferente com moradia era só um ponto de desconexão. Eu não aguentava mais ouvir desabafos sobre o quanto o mundo corporativo era injusto enquanto eles iam passar o final de semana em um resort para desestressar. Também estava difícil parecer um ET quando a gente recusava um convite para rachar um Uber porque íamos de bicicleta.

Eu estava me sentindo muito sozinha. A forma como as pessoas lidavam com dinheiro estava me consumindo por dentro. Eu julgava as escolhas delas ao mesmo tempo que me sentia julgada pelas minhas escolhas. Afinal de contas, se elas não estão escolhendo viver como eu, então isso significa que elas não concordam com meu estilo de vida, certo?

Decidi voltar para a terapia. Por sorte, conversei sobre a minha dificuldade de adaptação com meu time de saúde da Alice e eles me encaminharam para a terapia. Então eu não precisei pagar a mais pelo tratamento. A terapia que eles me encaminharam se chamava terapia cognitiva comportamental, que funcionava com um prazo delimitado de 3 meses e com objetivos claros. Eu achei ótimo esse formato para o meu caso.

A solução é focar nos pontos de conexão

Eu comecei a terapia com um objetivo claro em mente: eu queria ajuda para combinar melhor o meu estilo de vida FIRE com as pessoas ao meu redor. Eu não tinha dúvidas de que o FIRE era o estilo certo para mim. E também não queria me isolar dos amigos que eu amo.

Desde a primeira sessão, a terapeuta falou sobre focar em pontos de conexão com as pessoas. Eu não entendi ao certo o que ela queria dizer, mas conforme eu fui enfrentando as situações e ela foi me ajudando, o processo ficou mais claro e fluido.

O melhor resultado foi com meu pai. Ele não lidou bem quando eu desisti da minha carreira super promissora (na visão dele) e fui fazer nada (também na visão dele). A nossa relação estava bem abalada por conta disso. Eu queria que ele se empolgasse com a minha viagem, com as minhas aulas de canto e com o quanto eu me sentia mais leve por não ter um chefe. Mas esses assuntos não interessavam a ele. Ele claramente achava tudo isso uma baboseira. Havia uma tensão no ar, então a gente passou a se evitar e ficamos mais afastados.

Mas eu não queria perder meu pai. Minha mãe faleceu quando eu tinha 21 anos, e sinto muita falta dela. Ficar longe dele também não era uma opção saudável para mim.

Foi então que a minha terapeuta sugeriu que eu buscasse um ponto de conexão com ele. Uma das coisas que tem ocupado a minha vida tem sido a montagem da minha consultoria financeira. Apesar dela não ser o foco da minha vida hoje, é um trabalho que me dá prazer. E meu pai já foi empresário e hoje trabalha como consultor de empresas. Decidi conversar mais sobre a consultoria com ele, e esquecer o assunto FIRE. Esse claramente era um assunto que empolgava ele. E de quebra ainda conto com os conselhos dele, que são muito úteis nesse assunto.

Desde que eu comecei a focar no nosso ponto de conexão, a nossa relação voltou a ficar próxima e mais leve. E agora que resgatamos nossa conexão, ele também está menos resistente à minha mudança.  Recentemente ele até pediu para me ouvir cantar e tocar violão. E elogiou minha performance!

Eu comecei a focar nos pontos de conexão com as outras pessoas também. Antes eu convidava os amigos para irem ao parque porque eu queria economizar. Só que quando eu usava o argumento de “vamos fazer um programa de graça” isso alertava para o ponto de desconexão (dinheiro) e eles recusaram os convites. Agora eu os convido para ir a um festival de jazz, que por acaso é no parque e de graça, e a adesão é bem maior.

Esse conselho foi muito útil para outras questões também. No mesmo ano que eu me aposentei, minhas duas amigas mais próximas viraram mães. A maternidade não é um ponto de conexão entre nós. Mas ainda temos diversos assuntos em comum e elas são duas amigas que adoram filosofia. Com os bebês, os encontros ficaram mais escassos. Mas sempre que preciso de conselhos, elas dão um jeito de me atender no telefone. Elas ficam felizes de poderem “fugir” um pouco do papel de mãe e terem uma conversa profunda, e eu fico feliz que ainda posso contar com elas. Percebi que a distância física não interfere na nossa conexão emocional.

A vida FIRE não precisa ser solitária

A comunidade FIRE na internet também ajuda muito a nos sentirmos menos sozinhos. E apesar de ter um blog não ser uma condição necessária para ser FIRE, é algo que contribui para o processo. Eu sei que me senti mais fortalecida na trajetória quando escrevia no meu antigo blog. 

Uma das conclusões do meu processo terapêutico foi voltar a escrever para a comunidade. Eu preciso desse blog para me sentir menos sozinha. E fico muito feliz quando leio os comentários e vejo que tem gente que pensa como eu.

O problema da solidão fica maior quando a gente foca na desconexão. Mesmo dentro da comunidade tem pontos de divergência. A gente pode concordar com 90% sobre a vida FIRE, mas às vezes focamos nos 10% que discordamos. E isso faz com que a gente se sinta não compreendidos e consequentemente sozinhos. Se a gente está sozinho em uma ideia, então parece que estamos sozinhos como um todo.

Se você está lendo esse blog, provavelmente concorda que se aposentar cedo ou atingir a independência financeira são os objetivos principais. E isso já é um ponto de conexão enorme entre nós. Espero que o fato de eu não ter filhos, de ter uma estratégia de investimentos passiva ou morar numa cidade grande não abale a nossa relação.

E para diminuir a solidão, comentem abaixo: vocês já passaram por situações parecidas? Conseguiram resolver de alguma outra forma?

Não perca nenhum post!

Aposentada aos Trinta

19 comentários em “A solução para uma vida FIRE menos solitária

  1. Olá, Elsa. Sou nova aqui.

    Três dias atrás tive um insight de digitar no ChatGPT: “aposentada aos quarenta”, traga me insights sobre esse tema.

    Ele me jogou aqui no seu Blog e desde então, estou maratonando seus posts. Estou bem no comecinho, mas minha cabeça está explodindo.

    Não fazia ideia que existia o movimento FIRE, nem nada do que você fala no seu Blog.

    Em 2018, quando decidi que queria me aposentar aos 40, gravei um vídeo informando minha decisão e de lá para cá, tenho trabalhado firme nisso.

    Me sinto até envergonhada por não ter pesquisado nada antes.

    Me sentindo super acolhida com seus posts e com os comentários. Leio tudo!

    Já estou quase nos 42 e acredito que só vou conseguir me tornar FIRE (é esse o termo, né?), em 2026. Estarei com 44, mas isso não me preocupa. 5 anos a mais, 5 anos a menos, é bem diferente dos 30 que a maioria está correndo.

    Enfim, esse é o meu primeiro comentário aqui e vou seguir acompanhando TUDO.

    Estou muito feliz por ter encontrado você!

    Abcs

    Vânia

    1. Oi Vânia! Bem vinda!
      Que legal que está maratonando os posts!

      E adorei saber que o Chat GPT me indicou!

      Bem vinda ao movimento FIRE. Quando a gente vê mais gente seguindo a mesma ideia que nós, a gente se sente mais seguro. Eu escrevo muito aqui sobre minhas reflexões de aposentada, justamente porque acho importante dar esse suporte pra quem quer se aposentar cedo!

  2. Adorei o post, Elsa! Como alguém bem comentou acima acho que esses posts reflexivos agregam muitoooo! Ampliam nossa mente. Tb já me senti muito sozinha nessa jornada. Muito mesmo. Mas olha que engraçado, depois que abri o perfil no Instagram para falar sobre o tema (imagina o quão difícil foi essa decisão pra mim), senti que as pessoas querem sim muito do que a comunidade FIRE tem a oferecer. Talvez a grande maioria não esteja disposta a poupar o tanto que nós poupamos, mas que mal há nisso afinal? Acho que a grande virada de chave é quando a pessoa começa a perceber que precisa agir diferente pra sair dessa corrida dos ratos maluca. Só que sairão num ritmo mais devagar. E tudo bem! Desde que saiam. Se antes eu era tachada de pão dura, hoje as pessoas pedem minha ajuda para lidar melhor com o dinheiro. E eu fico honrada em poder ajudá-las. Isso tudo só vem a partir do que você falou: conexão. Tenho certeza que a realização das consultorias irá te preencher muito!! Quando não temos a expectativa de impor nossos padrões e crenças no outro, como vc tb bem pontuou, achamos os pontos de conexão e conseguimos o que mais importa: que a pessoa passe a encarar a vida financeira dela com autonomia e saia do piloto automático dessa corrida dos ratos. Continue com esses posts!! Poucos falam sobre a vida após terem apertado o botão do RE! Bjs Carol

    1. Oi Carol! Eu fiquei muito feliz quando achei seu Instagram e vi que você já tem mais de mil seguidores interessados no tema. Muito legal vc conseguir construir esse espaço.
      Também acho que as pessoas em geral tem muito a aprender com a comunidade, ainda que não sigam os ensinamentos ao pé da letra. O importante é ter algum controle/organização financeira. E ter algum plano de saída da corrida dos ratos.
      Que bom que perdeu o título de pão dura, rs. É engraçado que quando a gente começa a falar “não” para padrões de consumo, ganhamos esse título. Hoje está mais fácil lidar com isso porque as pessoas percebem o que eu ganhei em troca. Disse muitos “nãos” pelo caminho que alguns confundiram com privação. Hoje eles percebem que levam uma vida mais limitada que a minha, e os julgamentos diminuíram. Talvez eu que precise melhorar nesse aspecto e julgá-los menos!
      Vamos aprendendo!
      Beijos

  3. Elsa, seu blog está ótimo. Fiquei feliz ao descobrir ele hoje e já maratonei 🙂

    Eu planejo atingir a minha meta Fat-FIRE em 6 meses. Durante os primeiros anos dessa jornada a minha maior preocupação era a de encontrar o que fazer e como me ocupar durante a “aposentadoria”. Como não cair na monotonia e no tédio?

    Depois de muito pensar, resolvi mudar completamente de vida e me mudar para um veleiro. Existe uma comunidade muito forte entre os velejadores, o que cria os pontos de conexão que voce se referiu. Além disso, esse estilo de vida permite uma rotina mais frugal, sem falar na possibilidade de estar constantemente viajando com a sua casa. Os veleiros exigem cuidados constantes, o que garante uma forma de manter ocupado e me sentir útil e com propósito.

    E se não der certo? Basta partir para um plano B ou C…
    E se vir uma crise? Basta buscar um emprego mais leve para complementar renda!

    Por favor, continue compartilhando as suas experiências, que sao muito úteis para os que estão seguindo o mesmo caminho.

    Abs.

    1. Oi Anon! Fico feliz que tenha maratonado por aqui, volte sempre 🙂

      A sua ideia de se mudar para um veleiro é fantástica. Eu viajei de trailer assim que me aposentei e foi a melhor decisão (é o tema do post de hoje). Quando a gente viaja fica mais em contato com nós mesmos, e fica mais fácil viver uma vida mais autêntica. O meu tempo na estrada foi ótimo porque eu tinha tempo para pensar na minha vida, sem o cansaço da rotina de trabalho e sem influências de amigos e familiares. Os lugares que visitamos foram incríveis, mas a conexão intensa comigo mesma foi a parte mais gratificante de todo o processo.

      Esse final de semana encontrei um casal de amigos que estão se preparando para uma viagem de veleiro ao redor do mundo. Eu achei bem interessante esse estilo de viagem. O meu maior gasto com a viagem de trailer foi de combustível e hospedagem. E acho que com o veleiro esses gastos são reduzidos (ou até eliminados). Já marquei uma viagem com eles para conhecer melhor, e quem sabe eu não animo de viver assim por um tempo também e nos encontramos nos mares 🙂

      Os planos B e C são inúmeros quando a gente tem liberdade e é bom com dinheiro. A vida no trailer foi muito gostosa, mas sentimos falta de São Paulo, principalmente da nossa vida social. Decidimos voltar ao invés de vivermos para sempre na estrada. Nosso plano agora é viajar entre 4-6 meses do ano, e viver o restante em São Paulo, com as pessoas que amamos.

      E quanto a arranjar empregos mais leves para complementar a renda, isso é muito possível na aposentadoria. Meu marido está tendo experiências bem interessantes nesse sentido. Eu estou convencendo-o a escrever um post nesse blog porque essa questão ajudaria muito outros que estão na trajetória FIRE.

      Abs!

  4. Não sou de comentar (e acho que não sou a única), mas adoro seus posts. Confesso que me senti um pouco órfã do Sempre Sábado. É sempre bom acompanhar a vida de quem já chegou na vida FIRE, pra mim isso traz um gás pra continuar.
    Quanto à solidão, acho que todos passamos por essas desconexões e julgamentos. Sou uma mulher de 30 anos com um relacionamento longo que ainda não virou casamento e me sinto julgada pelas pessoas ao redor por ainda não ter tomado esse passo. Acredito que depois virá o julgamento sobre a opção por não ter filhos… Enfim, gostei da ideia de focar nos itens em comum, vou utilizar.

    1. Oi Adele! Obrigada por comentar dessa vez 🙂 também fiquei órfã do antigo blog e voltei!

      Exatamente, não é só a questão FIRE que gera julgamentos. Todos os aspectos da nossa vida estão sujeitos a opniões alheias. Então por que deixar a opinião alheia afetar nossa vontade de viver uma vida FIRE, não é mesmo?

      Abs!

  5. Olá Elsa, boa noite

    Esse é um tema muito interessante e acho essa reflexão importante. Considero ter um blog na Firesfera, a forma mais eficiente de diminuir essa sensação de solidão. E concordo que tentar conversar com outras pessoas inclusive conjugues é um assunto espinhoso. Eu já tentei conversar com a sra. VAR, porém não foi efetivo.

    Mas eu adorei essa dica de conexões, e pretendo ampliar as conexões com todas as pessoas que considero.

    Abraços,

    1. Olá VRA!
      Sim, ter um blog é o melhor jeito de se conectar com pessoas que tem a mesma cabeça que nós quando o assunto é $.
      Mesmo que a gente não concorde 100%, aqui é mais fácil achar alguém que pelo menos entende porque você prefere poupar do que gastar tudo que recebe, rs.
      Boa sorte na sua jornada! Está quase concluindo não?

        1. Três anos é pouco. Sei que pra quem tá vivendo parece uma eternidade, mas compare-se com os outros “pobres mortais” que ainda tem 30 anos pela frente, rs. Parabéns pela trajetória até aqui e boa sorte nessa reta final!

  6. Parabéns pelo post Elsa. Já encaro dificuldade no caminho, para ser sincero até a cônjuge não parece muito segura, como sabemos não é trivial para a maioria da população que vive de pagar boletos, e isso certamente faz balançar as ideias. Sinto que preciso, para tomar a decisão de parar, definir o que fazer. Hj me apego a possibilidade de passar 1 ano sabático no exterior e qm sabe recomeçar por lá. Já computo esse gasto. Só que a sensação de “e se der tudo errado? Se a política ferrar com a vida aqui, e se…?”

    Abraço!

    1. Olá quase Fire!

      Eu te entendo, eu também já senti frio na barriga. Mas hoje o frio na barriga maior é de ceder a tentação do consumismo e ter que voltar a corrida dos ratos!

      Esses “e se…” são comuns. E eu dediquei boa parte da minha leitura pré-Fire a livros de filosofia. Para mim ficou claro que o pior “e se…” seria eu estar no final da vida e senti que a desperdicei por medo. Tanto que no final do meu ano sabático, em que fiz uma viagem de 1 ano de trailer pelo Brasil, eu comentei com meu marido “se eu descobrisse uma doença terminal agora, eu iria embora em paz porque sinto que finalmente vivi a vida!”. Pense nisso!

  7. Olá! Queria expressar minha gratidão pelo seu retorno à blogosfera e dizer que os seus posts são ótimas reflexões e muito bem escritas.

    Quanto ao tema do post, tento encarar a questão da solidão mais pelo ângulo da solitude/oportunidade de introspecção. Embora seja natural que busquemos validação para as escolhas que tomamos (no caso mais específico o estilo de vida FIRE), penso que com o passar do tempo e a construção de novos interesses é possível criar novas conexões que estejam mais sintonizadas com esse estilo de vida.

    No aguardo para o post sobre a viagem pelo Brasil!

    1. Olá! Estou feliz de estar de volta também! E gratidão pelo comentário 😉

      Eu gosto muito desse debate sobre solidão vs solitude. Tem um vídeo bem interessante da Maria Homem sobre o tema. E você tem razão, algumas decisões a gente toma na nossa solitude. E isso não significa que estamos solitários.

      Abs!

  8. Oi Elsa, você tem escolhido ótimos assuntos para os seus posts!! Tem muito blog que apresenta contabilidade mensal e metas FIRE, mas poucos abordam questões pessoais importantes relacionadas ao FIRE.

    Acho que decidem seguir pelo cominho do FIRE de forma séria enfrentam algum grau de solidão. Normalmente eu me arrependo de falar sobre esse assunto com outras pessoas. Quanto mais próximas as pessoas com quem tento conversar, pior é o efeito, pois elas tendem a ficar se comparando e julgando nossas decisões.

    Uma sugestão para uma próxima postagem: “atividades profissionais ou hobbies após o FIRE”. No seu caso, você sente necessidade de ter outra atividade profissional, como a consultoria financeira? Ou você acha que conseguiria viver viajando ou dedicando tempo a algum hobby, sem retorno financeiro?

    1. Oi Fernando! Que bom que está gostando do blog. EU também prefiro ler reflexões pessoais do que fechamentos mensais, rs.

      Exatamente, é impossível não fazer comparações ou julgamentos. Mas eu percebi que os julgo tanto ou mais quanto eles me julgam. Então é algo natural que a gente não deveria tentar evitar. Acho que o segredo é manter as relações que são importantes para nós apesar da nossas diferenças em relação ao dinheiro.

      Gostei da sua sugestão! Até porque eu e meu marido estamos seguindo caminhos bens diferentes, então teria coisas legais para comentar. Vou pensar em um formato de post legal sobre isso!
      Abs

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