Independência financeira a prova de inflação

Outro dia, eu vi uma entrevista do Barsi, onde ele apontava que a inflação anual é, na verdade, de 40%, enquanto o governo nos engana ao dizer que é apenas 8%.

A conclusão desse raciocínio é óbvia: se a inflação está sendo subestimada, então comprar ativos que pagam IPCA + alguma coisa não nos protegeria de fato da inflação.

Não me leve a mal, eu gosto de alguns ensinamentos do Barsi. Certa vez, meu cunhado afirmou que segue minha estratégia de investimentos, mas ainda prefere reservar uma pequena parte de sua carteira para aquisição de ações que pagam dividendos, pois, afinal de contas, o Barsi é um “velhinho legal”. Eu compartilho do mesmo sentimento e a leitura de seu livro foi uma experiência verdadeiramente agradável.

Mas é bem provável que nosso estimado Barsi tenha sido acometido pelo que se chama de “lifestyle inflation”, um fenômeno que ocorre quando nosso custo de vida se eleva, não pelo aumento dos preços, mas pelo aumento do nosso padrão de vida. Muitas pessoas que conheço viram suas despesas mensais aumentarem de 5 mil reais para 20 mil reais devido a mudanças como aquisição de apartamentos maiores, chegada de filhos ou hospedagens em hotéis cinco estrelas ao invés de albergues. E não porque o preço da cebola disparou!

E ainda assim, a bolsa brasileira, tão apreciada pelo Barsi, apresentou um retorno médio de IPCA + 3% nos últimos 30 anos. Infelizmente, essa performance não é suficiente para compensar uma inflação de 40% ao ano.

Mas então como se proteger da inflação?

Desvendando a cesta de consumo do IPCA

Quando nos vemos um tanto confusos com um tema, é sábio regressar ao básico.

A inflação é um indicador que mensura o aumento dos preços na economia e cada país possui uma medida particular. Aqui no Brasil, damos destaque ao IPCA (embora tenhamos outros índices de preços, mas isso não vem ao caso).

A sigla IPCA traduz-se por índice de preços ao consumidor amplo, e sua apuração considera uma cesta de consumo média, porém abrangente (tal como o próprio nome sugere!) Assim, o índice engloba até mesmo gastos como passagem aérea, videogame e, cueca, ainda que boa parte da população não consuma esses itens regularmente.

Você já teve a oportunidade de analisar a composição do IPCA?

Apenas por curiosidade, elaborei a tabela abaixo com os pesos do IPCA para junho de 2023. A composição é extensa (sim, eles avaliam o quanto uma família média gasta com cebola!), mas para simplificar, mantive apenas os itens que as pessoas normalmente têm uma boa noção de quanto desembolsam mensal ou anualmente. Na primeira coluna, temos o peso de cada item no IPCA. Na segunda coluna, o gasto mensal baseado em uma família que gaste R$10 mil por mês. Já a terceira coluna apresenta o mesmo gasto anualizado, pois é mais fácil ter a referência do quanto se gasta no dentista ao longo do ano, em vez do montante mensal (considerando que não se visite o dentista todos os meses).

Fonte: IBGE – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

No cenário ideal, seria possível adequar sua vida de modo que ela seguisse a mesma composição da cesta de consumo do IPCA. Ou seja, gastar somente R$1.525 por mês com moradia e R$583 por mês com gasolina. Desse modo, bastaria investir em ativos que rendem IPCA + algum adicional, e você estaria automaticamente protegido da inflação.

Porém, é claro que alguns itens podem não se encaixar em sua realidade. No meu caso, nós gastamos bem menos de R$2 mil por mês com transporte, pois não possuímos carro. Além disso, não sofremos de problemas de saúde crônicos, portanto, o gasto de R$369 com farmácia não se aplica a nós. Por outro lado, é comum desembolsarmos bem mais de R$630 por ano com passagens aéreas.

Mas se a gente partir da premissa de que, em média, os aumentos de alguns itens que você consome devem ser compensados pelo aumento dos itens que você não consome, então o IPCA tende a ser uma boa métrica para a maioria das pessoas.

Os bodes na sala: gasto com educação e saúde

É provável que algumas famílias que optem por contar com plano de saúde e oferecer educação privada aos filhos se deparem com gastos em saúde e educação acima de R$382 e R$586 mensais, respectivamente. Esses são, de fato, dois itens que inquietam muitas pessoas, pois têm apresentado crescimento acima da inflação há algum tempo. Ainda assim, acredito que uma solução simples pode ser encontrada para lidar com ambos.

Em relação à saúde, a melhor alternativa é a adesão a planos de saúde que seguem o reajuste estipulado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Afinal, é exatamente a regra estabelecida pela ANS que contribui para o ajuste do IPCA. Tal medida é viável ao contratar um plano individual ou familiar. Assim, a participação do plano de saúde pode ser maior no seu orçamento, mas pelo menos parte do reajuste já está incorporado no IPCA.

Já a respeito da educação, a melhor solução é considerar esse gasto como algo à parte do planejamento da aposentadoria. A razão é simples: você não custeará a escola dos filhos eternamente. Essa é uma despesa que abrange cerca de 20 anos da vida deles, o que torna as coisas muito mais acessíveis. Por exemplo, enquanto a regra dos 4% sugere que você multiplique seus gastos mensais por 300, para a despesa relacionada aos filhos, basta multiplicar por 240 (20 anos vezes 12 meses). E como essa não será uma despesa perpétua, não há problema em consumir parte do patrimônio para compensar reajustes além da inflação média.

O clichê que também ajuda: gaste menos do que ganha!

Se utilizar a cesta de consumo do IPCA como base não se mostra viável para a maioria das pessoas, há uma solução que de fato funciona para todos: gastar menos do que se ganha. Isso é válido tanto para aqueles que recebem um salário quanto para os que vivem de renda.

Por exemplo, vamos supor que seu salário seja de R$10 mil por mês, e seus gastos também alcancem R$10 mil mensais. Se a inflação aumentar em 10% de um ano para o outro, e sua renda não acompanhar essa variação, então encontrará dificuldades. Seus gastos aumentarão para R$11 mil, apenas por conta da elevação dos preços, e você enfrentará problemas para pagar as contas. Precisará batalhar por um aumento de R$1 mil. No entanto, se você gastar apenas R$5 mil, então você consegue acomodar esse custo da inflação.

O mesmo raciocínio é válido para aqueles que vivem de renda. Já vi muitas pessoas sonhando em viver de dividendos ou de renda de fundos imobiliários, negligenciando o ganho real. Recentemente uma amiga me mandou um post que dizia “Clique aqui e saiba como ganhar R$2mil de renda com apenas R$200 mil investidos em FIIs”. Então, se você precisar de R$10 mil por mês para viver, basta ter R$1 milhão em FIIs que você estará financeiramente independente? A resposta é não!

Assim como o exemplo do assalariado, aqueles que decidem gastar todo o ganho nominal dos investimentos durante a aposentadoria acabarão arruinando seu patrimônio rapidamente. É fundamental gastar apenas o ganho real e reservar uma parcela do ganho para compensar a inflação.

Gosto de realizar uma simples simulação com os clientes de minha consultoria financeira, mostrando como evolui uma carteira de R$1 milhão que rende 1% ao mês em termos nominais. Uma pessoa que gasta R$10 mil por mês pode decidir se declarar aposentada. Porém, com uma inflação de 0,5% ao mês, ela terá que consumir parte do principal para compensar o aumento dos preços. Em menos de 12 anos, seu patrimônio estará arruinado. A planilha está disponível neste link para aqueles que tiverem curiosidade nos cálculos.

Mas afinal, como compensar a inflação?

Você até pode fazer uma estimativa anual. Por exemplo, se sua carteira de investimentos cresceu 8% em um ano, e a inflação foi de 5%, então é recomendável gastar apenas 3% de sua carteira no ano seguinte.

No entanto, essa conta envolve muita incerteza. Ninguém ousaria dizer “adeus” ao emprego e se declarar aposentado sem saber com exatidão o quanto pode contar com o dinheiro investido em cada ano.

E é exatamente por isso que eu aprecio a regra dos 4%. Ela oferece um guia básico para a aposentadoria: basta consumir apenas 4% do seu patrimônio todo ano, que você estará protegido da inflação! Mesmo que sua carteira renda mais que isso, você só retira 4% e deixa o restante investido para compensar a inflação.

Claro que, em alguns anos, essa fórmula pode não se aplicar perfeitamente. Certamente sua vida de aposentado pode contar com despesas extras, mas também é possível contar com rendas extras. Assim, eu prefiro utilizar a regra dos 4% como base, mergulhando na piscina quentinha da independência financeira, e ajustando o rumo conforme necessário ao longo do caminho.

Invista em ativos que gerem riqueza

Já ouvi muitos analistas financeiros recomendarem a compra de ouro como proteção contra a inflação, e é fácil compreender a lógica por trás disso. A inflação frequentemente é resultado do governo inundando a economia com dinheiro. Nessa velha dinâmica de oferta e demanda, quando se coloca mais dinheiro em circulação do que o necessário, seu valor tende a cair. Por outro lado, o ouro possui quantidade limitada, tornando impossível ofertar mais do que o disponível e, assim, servindo como uma reserva sólida de valor.

No entanto, pessoalmente, prefiro não investir em ouro.

Além de optar por ativos que pagam IPCA + algo a mais, minha escolha recai sobre investir em ações como forma de me proteger da inflação. A lógica é simples: ao investir em ações, tornamo-nos sócios de empresas, e essas empresas comercializam produtos que tendem a ter seus preços reajustados junto com a inflação. Quando os preços sobem, a receita cresce e, consequentemente, o lucro também aumenta (ainda que apenas nominalmente).

Mais ainda, minha preferência é investir em ações denominadas em moedas fortes, como o dólar. É claro que os Estados Unidos também enfrentam inflação, porém, enquanto a meta de inflação por lá é de 2%, e historicamente tem-se mantido abaixo desse valor (exceto em períodos de pandemia), a meta de inflação no Brasil é de 3% e historicamente tem excedido esse patamar (inclusive em períodos de pandemia).

E todos esses argumentos são embasados em dados recentes: o S&P teve um desempenho muito superior ao ouro nos últimos anos, especialmente durante períodos de inflação mais alta.

Inflação: leve em consideração, mesmo que não possa antecipar 100%

Investir e planejar a aposentadoria sem considerar a inflação é um caminho certo para o fracasso na busca pela independência financeira. Fazer cálculos com juros nominais levará você a esgotar seu patrimônio em poucos anos. O método correto é fazer as contas considerando o ganho real, aquele que vai além da inflação.

Por mais que não seja perfeito, o IPCA será um bom guia, então investir em ativos que gerem IPCA mais um adicional é a melhor estratégia. Contabilizar apenas esse “mais alguma coisa” e não todo o ganho nominal dos seus investimentos é a maneira correta de garantir uma aposentadoria tranquila. Além disso, para adicionar uma camada extra de proteção, o investimento em S&P com dólar pode funcionar como um escudo contra a inflação.

A regra dos 4% é simples e útil. Já considerar uma inflação de 40% nas contas inviabiliza a independência financeira. Talvez seja útil apenas para quem gosta de criar pânico e vender cursos anti-pânico.

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Aposentada aos Trinta

20 comentários em “Independência financeira a prova de inflação

  1. Olá! Segundo a regra dos 4%, você deve retirar 4% do montante total todo ano, ou retira 4% no primeiro ano e nos seguintes retira esse valor + a inflação do periodo? Esta ultima hipotese parece mais prática porem retirar baseado no quanto vc tem provavelmente será seguro para manter o patrimonio. Qual vc aplica? obrigado

    1. Oi Anon!

      Você deve retirar 4% do que tem de patrimônio todo ano.
      Assim, no primeiro ano, se você sem R$1mi, então você tira R$40mil.
      Se a inflação do primeiro ano para o segundo for de 10%, como você só retirou o ganho real, é esperado que seu patrimônio cresça em 10%.
      Aí no segundo ano, seu patrimônio é de R$1,1mi, e então você retira R$44mil.
      Sua taxa de retirada é sempre 4%. Mas nominalmente ela vai crescendo com a inflação (de R$40mil para R$44mil no exemplo).

  2. Também acredito muito na renda variável como uma forma de proteção da inflação, até mais do que os títulos IPCA+. Apesar dos riscos envolvidos, historicamente os ativos presentes na “economia real” se saíram melhor em termos de superar a inflação, sejam ações, stocks, imóveis, FIIs de tijolo, etc. Abraços!

  3. Eu entendi o que o Barsi exemplificou. No livro dele, ele diz muito sobre a inflação pessoal e individual. Essa sim é a que vale para a maioria das pessoas. Pegue algo que você comprou no início do ano e compare com o novo preço no final do ano. De forma bem simplista, a média da inflação pode chegar facilmente a 40%. A prática para mim faz muito sentido, ou estou enganado?

    Post muito esclarecedor sob o ponto de vista técnico, agregou bastante. Gostei mesmo viu.

    Abraços!

    1. Oi AMC!
      Então, ele está falando sobre lifestyle inflation, e nao sobre a inflação de fato.
      Se você já está feliz com o estilo de vida que leva, nao pensa em aumentar o padrão, então o IPCA ja está de bom tamanho para você!

  4. A mocinha riquinha achando que tudo é muito simples e funciona de acordo com a planilha dela… “No entanto, se você gastar apenas R$5 mil, então você consegue acomodar esse custo da inflação”.
    A realidade da grande maioria das famílias não é essa, não é nada fácil aumentar sua renda…
    Uma familia padrão seria um casal, dois filhos e um ou dois avôs/avós. Cinco ou seis pessoas, não é possível diminuir muito suas despesas: inclui alimentação, moradia, transporte, remédios, talvez escola particular, convenio medico… como vc vai reduzir seus gastos de 10 mil para 5 mil?
    Talvez no seu circulo de amizades sejam todos abonados e esse blog seja apenas para a classe A e B.
    Seria MUITO mais útil dizer então como aumentar sua renda familiar de 10 mil para 15 mil. Blog elitista que só se importa com o próprio umbigo…

    1. Tá precisando de atenção mesmo, hein colega? Todo post do blog você vem destilar algum veneno, com críticas que não fazem o menor sentido. Se o blog tá te fazendo mal, parta para outra leitura que lhe agrade mais… eu, hein.

      PS: Parabéns Aposentada, texto sensacional como sempre.

    2. Comentario sem nocao, ninguem eh obrigado a vir aqui e concordar com todo o conteudo. O que ela eh ou deixa de ser, nao eh problema de ninguem aqui. Se voce ainda nao conseguiu gerar riqueza com seu trabalho e esforco, vai estudar e ralar bastante.

      Cria seu blog e vai ser feliz 🙂

  5. Olá, muito bom o texto. Realmente caluclar a inflacao para definir a TSR nao parece muito confortavel e abre margem para erros, pois podemos tentar compensar algum ano muito ruim com a esperança de anos melhores a frente e nesse caso consumir muito do patrimonio durante uma epoca muito ruim, o que fica muito difcil reverter, pois nos anos bons, nao iremos querer retirar menos para compnesar.

    Peguei sua planilha, mantive o juros nominal para 1%, e dividi deixei o gasto com 0,50% para reinvestir a inflacao, dessa maneira acredito que funcionaria no Brasil.

    Investimentos Juros nominal Ganho nominal Gasto Inflação
    jul.-23 1.800.000,00 1,00% 18.000,00 9.000,00 0,50%
    ago.-23 1.809.000,00 1,00% 18.090,00 9.045,00 0,50%
    set.-23 1.818.045,00 1,00% 18.180,45 9.090,23 0,50%
    out.-23 1.827.135,23 1,00% 18.271,35 9.135,68 0,50%
    nov.-23 1.836.270,90 1,00% 18.362,71 9.181,35 0,50%
    dez.-23 1.845.452,26 1,00% 18.454,52 9.227,26 0,50%
    jan.-24 1.854.679,52 1,00% 18.546,80 9.273,40 0,50%
    .
    .
    .
    nov.-34 3.546.965,01 1,00% 35.469,65 17.734,83 0,50%
    dez.-34 3.564.699,83 1,00% 35.647,00 17.823,50 0,50%
    jan.-35 3.582.523,33 1,00% 35.825,23 17.912,62 0,50%
    fev.-35 3.600.435,95 1,00% 36.004,36 18.002,18 0,50%
    mar.-35 3.618.438,13 1,00% 36.184,38 18.092,19 0,50%

    1. Oi Thiago!

      Se você gastar 0,5% ao mês, é equivalente a uma taxa segura de retirada de 6% ao ano.
      É mais alta que os 4%, que é a medida mais conservadora.
      Mas pode funcionar se você tiver investido em ativos que estão gerando pelo menos 6% de ganho real líquido!

  6. Tô chocada. Estava ouvindo essa entrevista com o Barsi ontem!! Era um pouco antiga, então me choca a coincidência do seu post sobre isso logo hoje! Eu fiquei pensando na hora “será mesmo que ele tá falando isso de forma inocente? Impossível…” a que ponto chegamos… tá mais difícil hoje do que era antigamente. Antes existia pouca informação disponível, mas menos besteira. Agora é missão (quase) impossível encontrar um conteúdo que preste. obrigada por esse texto!! Impecável e muito didático.

    Obs: o plano de saúde me atormenta. Aguardando o dia que teremos um plano bom aqui no Rio que seja reajustado com uma regra clara. Por enquanto acho que isso ainda é privilégio de SP. Talvez o plano B seja uma mudança! Kkkk

    1. Oi Carol!

      Pois é, que coincidência.
      Mas realmente, o excesso de informação parece que tá mais deseducando do que educando.

      Obrigada pelas palavras!!

      E espero que o Alice chegue logo ao Rio, deve ser quentão de tempo.

  7. Olá aposentada, tudo bem!? Primeiramente parabéns por mais um post extremamente interessante e elucidativo. Obrigado por sempre nos brindar com conteúdo de qualidade que vai direto ao ponto e que permite entender facilmente os assuntos explanados.

    Considerando o que foi dito, qual taxa considera interessante nos IPCA+? Qualque coisa acima de IPCA + 4%, ou devo procurar por algo em torno de IPCA + 5%, considerando que há o desconto de IR ao final!?

    1. Oi Sr Capital!

      Obrigada pelas palavras 😉

      A conta pra escolher o CDB que garante 4% de rentabilidade líquida depende de dois fatores: inflação projetada (a gente paga IR sobre a inflação) e o período da aplicação (quanto maior o prazo, menor o IR). Eu tenho uma planilha que ajuda na conta, está nesse link aqui: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1BToShfLW_3Cjn4VE0JjMGbXh8kxpFqeB/edit?usp=drive_link

      Mas em geral, eu compro feliz da vida CDBs longos pagando IPCA + 5%. Acho que já tá ótimo de margem de segurança.

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