Quanto custa pertencer?

Eu participo de um grupo grande de amigas. Somos amigas há mais de vinte anos e atravessamos praticamente todas as fases da vida adulta juntas. Já compartilhamos términos de namoro, aprovações em vestibulares, casamentos, crises profissionais, nascimento dos filhos, mudanças de cidade, inseguranças, lutos e recomeços. Existe algo de muito bonito em acompanhar pessoas por tanto tempo, e são essas amizades longas que compreendem uma versão inteira de quem somos.

E talvez seja justamente por amar tanto essas amizades que um certo desconforto começou a surgir em mim nos últimos anos.

Houve um período da minha vida em que eu estava extremamente focada em economizar dinheiro para atingir a independência financeira o mais rápido possível. E foi nesse momento que comecei a perceber como, pouco a pouco, nossas relações sociais haviam sido atravessadas pelo consumo.

Nós sempre decidimos gastos em conjunto. Quando uma amiga casa, organizamos uma despedida de solteira. Quando nasce um bebê, organizamos presentes coletivos. Quando alguém faz aniversário, pensamos em experiências especiais. E é curioso observar como essas celebrações foram se sofisticando junto com a nossa vida adulta.

O que começou muitos anos atrás como um fim de semana simples na casa de praia dos pais de alguém — onde o principal era estarmos juntas — foi aos poucos se transformando em viagens de avião, hospedagens caras, refeições feitas por cozinheiras. 

E eu percebia algo estranho nisso tudo.

Claro, é natural gastar dinheiro com pessoas que amamos. E eu também gosto do conforto, da experiência bonita, do jantar especial, da viagem inesquecível. O problema começa quando essas coisas deixam de ser apenas acessórios da convivência e passam, silenciosamente, a funcionar como condição para pertencer.

Porque existe uma diferença enorme entre gastar dinheiro com amigos e precisar gastar dinheiro para continuar fazendo parte daquele grupo.

E acho que a vida adulta vai apagando lentamente essa fronteira.

Algumas vezes tentei argumentar contra essa necessidade crescente de transformar convivência em consumo. Às vezes minhas amigas concordam e optamos por algo mais simples. Mas muitas vezes prevalece o desejo de celebrar da melhor forma possível, com tudo aquilo que o dinheiro pode comprar: conforto, praticidade, estética, experiência. 

E eu entendo completamente o impulso. A vida adulta é cansativa. Existe algo sedutor na ideia de transformar o encontro com quem amamos em um momento extraordinário.

Mas existe também algo melancólico nisso.

Porque, agora que estamos nos aproximando dos quarenta anos, a realidade financeira de cada uma ficou muito diferente. Algumas sempre tiveram muito dinheiro. Outras batalharam bastante e conseguiram construir uma vida confortável. E existem também aquelas que se esforçaram tanto quanto todas as outras, mas que simplesmente não tiveram a mesma sorte financeira. E são justamente essas que acabam pagando o preço mais alto dessa dinâmica.

Porque o custo monetário de uma viagem para a Bahia é claro e objetivo. Mas existe outro custo, muito mais difícil de medir: o custo de não ir. O custo de ficar de fora das memórias compartilhadas. Das conversas internas do grupo. Das fotos. Das piadas que nascerão naquele fim de semana. 

No fundo, muitas pessoas acabam cedendo a gastos que não podem sustentar não porque sejam irresponsáveis, mas porque entenderam algo profundamente humano: ser excluído de um vínculo afetivo pode doer mais do que a perda financeira.

A grande pergunta é: por que estamos vivendo assim?

E talvez a resposta mais honesta seja simplesmente esta: porque é conveniente.

Grande parte dessa reflexão nasceu da leitura de um livro extremamente interessante chamado A Era do Acesso, do Jeremy Rifkin. É um daqueles livros difíceis de resumir porque a tese dele é ampla, sofisticada e passa por várias transformações históricas do capitalismo.

Mas, simplificando bastante, Rifkin argumenta que estamos vivendo uma transição silenciosa: saímos de uma economia baseada na posse de coisas para uma economia baseada no acesso temporário a serviços, experiências e relações mediadas por consumo.

Se antes o capitalismo girava principalmente em torno da produção e venda de objetos materiais, agora ele passou a avançar sobre uma outra fronteira: o próprio tempo humano, os vínculos sociais, o lazer, os rituais afetivos e a experiência subjetiva da vida.

E talvez por isso a sensação contemporânea de exaustão seja tão diferente daquela das gerações anteriores. Não estamos apenas trabalhando demais. Nós estamos comercializando cada vez mais partes da própria existência.

Mas eu sei que tudo isso pode soar abstrato demais, então vamos a exemplos práticos.

Um dos exemplos mais interessantes que o Rifkin dá no livro é o das empresas de ar-condicionado nos Estados Unidos. Antigamente, as pessoas compravam um aparelho, levavam para casa, instalavam, cuidavam da manutenção e assumiam todos os problemas envolvidos naquela posse. Só que possuir coisas dá trabalho. Dá muito trabalho. Então as empresas perceberam que talvez fosse mais lucrativo — e também mais conveniente para o consumidor — transformar aquilo em um serviço contínuo.

Ao invés de vender um aparelho, elas passaram a vender “climatização”. Você não precisa mais se preocupar com instalação, manutenção, troca ou reparo. Você apenas paga mensalmente para que sua casa permaneça refrigerada. A propriedade desaparece, e a conveniência entra no lugar.

E, honestamente, faz sentido. Talvez essa seja justamente a força mais sedutora dessa nova lógica econômica: ela resolve problemas reais da vida cotidiana.

Hoje quase ninguém compra discos ou filmes físicos; pagamos assinaturas para acessar músicas e séries infinitas. Muitas pessoas preferem alugar carro, alugar imóvel, terceirizar tarefas domésticas, contratar aplicativos para tudo. Até as relações digitais passaram a funcionar por assinatura: conteúdos exclusivos, grupos privados, acesso premium à intimidade dos outros.

E é impossível negar que existe conforto nisso tudo.

Antes, as mães passavam semanas preparando manualmente a decoração da festa de um ano dos filhos. Hoje contratamos decoradoras. É mais bonito, mais eficiente e muito menos cansativo. Antes, um grupo de amigas aceitava dormir em colchões espalhados pela sala da casa de praia de alguém. Hoje alugamos uma casa confortável no Airbnb, onde cada uma terá seu quarto, seu banheiro, sua privacidade. Antes, quando um bebê nascia, avós e familiares passavam temporadas ajudando nos cuidados da criança — o que também gerava conflitos, tensões emocionais e invasões de espaço. Hoje muitas famílias preferem contratar babás, enfermeiras e consultoras especializadas.

E eu não digo isso em tom de julgamento.

Porque, de fato, pagar por serviços frequentemente é mais fácil. Mais eficiente. Mais confortável. A vida moderna é corrida, exaustiva e cheia de sobrecargas invisíveis. A conveniência virou quase um mecanismo de sobrevivência emocional.

Talvez o lado mais ambivalente dessa transformação seja perceber que, aos poucos, começamos a substituir relações humanas imperfeitas — mas genuínas — por relações comerciais eficientes.

Porque relações humanas dão trabalho. Exigem tolerância, negociação, desconforto, adaptação. Amigos não funcionam sob contrato. Avós não operam como funcionárias terceirizadas. Afeto real quase nunca segue a lógica da eficiência.

E talvez tenha sido justamente isso que o mercado percebeu: havia um enorme espaço econômico em tudo aquilo que os vínculos humanos faziam de maneira lenta, desorganizada e emocionalmente desgastante.

O problema é que toda essa conveniência tem um custo oculto.

O custo escondido por trás de toda essa conveniência

O livro do Rifkin propõe uma reflexão muito mais delicada: o que acontece com a sociedade quando passamos a substituir “tempo cultural” por “tempo comercial”?

O tempo cultural é aquele que existe fora das relações de mercado. É o tempo da ajuda espontânea, da convivência desinteressada, da amizade não monetizada, da construção lenta de confiança. É o tempo gasto ouvindo um amigo sem cobrança. O tempo da avó ajudando com um bebê porque existe amor envolvido ali, e não um contrato de prestação de serviço. O tempo das relações mediadas por empatia, reciprocidade, tradição e solidariedade.

Civilizações sempre dependeram de algo anterior ao mercado para sobreviver. E os mercados só funcionam porque antes existiu confiança social. Porque antes existiram normas culturais, senso de comunidade, reciprocidade, empatia e algum nível básico de solidariedade espontânea.

O comércio não cria sozinho o tecido humano que torna a sociedade possível. Ele depende dele.

Mas o que acontece quando a própria lógica comercial começa a consumir esse tecido?

O Rifkin sugere que estamos vivendo uma espécie de exaustão dos nossos recursos culturais. Assim como durante décadas tememos o esgotamento da água, do petróleo e dos recursos naturais, talvez agora estejamos nos aproximando de outro tipo de escassez: a erosão da nossa capacidade de existir de maneira genuinamente desinteressada.

Talvez seja justamente por isso que a solidão contemporânea seja tão presente, mesmo nesse mundo de comunicação e iteratividade relativamente fácil. Porque existe uma sensação crescente de vazio afetivo, como se estivéssemos cercados de interações mas privados de intimidade real.

Afinal de contas, intimidade de verdade dá trabalho. Relações afetivas genuínas precisam ser gratuitas. 

O silêncio compartilhado entre amigos, o tédio, a convivência sem objetivo produtivo, o simples ato de estar junto sem consumir nada. Será que ainda saberemos como agir de maneira profundamente humana quando não há nenhuma transação envolvida?

Talvez o verdadeiro risco dessa hipercomercialização não seja nos transformar apenas em consumidores. Mas nos transformar em pessoas incapazes de imaginar relações que existam fora da lógica do consumo.

Esse desconforto serve como bússola para nós

Eu não acho que a conclusão de tudo isso seja que deveríamos abandonar o mercado, deixar de terceirizar serviços ou voltar nostalgicamente para um passado em que todas as relações eram supostamente mais autênticas.

Até porque esse passado provavelmente nunca existiu.

Muitas das relações que hoje podemos enxergar como exemplos de “tempo cultural” também eram atravessadas por desigualdades, obrigações e relações de poder. A avó que passava semanas cuidando de um bebê podia fazer aquilo por amor, mas também porque durante muito tempo se esperou das mulheres que oferecessem gratuitamente seu tempo e seu trabalho. Pagar uma babá, nesse sentido, também pode representar autonomia. E o fato de uma relação envolver dinheiro não significa necessariamente que ela seja falsa: um professor, um psicólogo, um médico ou uma cuidadora podem oferecer atenção e cuidado profundamente genuínos.

O problema, portanto, não é simplesmente a existência do mercado.

Talvez nem faça sentido falar do “mercado” como se fosse uma entidade consciente que decidiu invadir nossas vidas. Nós mesmos demandamos conforto, praticidade, eficiência e autonomia — e existe uma razão muito boa para isso. Eu também terceirizo serviços. Também pago pela conveniência. Também prefiro uma cama confortável a um colchão no chão.

O que me interessa na reflexão do Rifkin é outra coisa: o que acontece quando o mercado deixa de ser apenas uma ferramenta que facilita nossas relações e começa a determinar as condições necessárias para participar delas?

E é aí que eu volto para minhas amigas.

Não existe absolutamente nada de errado em trocarmos a antiga casa de praia por um Airbnb maravilhoso na Bahia. O problema começa quando, sem percebermos, trocamos também a regra de pertencimento.

Antes, para participar daquele fim de semana, era preciso basicamente estar disponível. Agora é preciso estar disponível e conseguir pagar.

Essa diferença parece pequena, mas não é.

Porque quando o acesso às experiências que constroem nossas relações passa a depender cada vez mais da capacidade de consumo, a desigualdade financeira começa também a produzir uma espécie de desigualdade de pertencimento.

E talvez seja justamente esse o ponto em que a teoria sobre “a era do acesso” do Rifkin deixa de parecer uma grande abstração sobre capitalismo, e começa a aparecer numa simples conversa de WhatsApp entre amigas decidindo onde passar o fim de semana.

Não é que o dinheiro tenha destruído a amizade. É muito mais sutil do que isso. O dinheiro passou a organizar uma parcela maior da experiência da amizade. E acho que é esse desconforto que pode servir como uma espécie de bússola.

Ás vezes eu me pego pensando se eu tento transformar frugalidade em superioridade moral aqui no blog. Mas espero que entendam que eu não acho que existe alguma virtude especial em escolher sempre o programa mais barato. Mas é válido perceber quando o consumo deixa de ser um complemento da relação e começa a se tornar uma condição para ela.

Eu penso muito nisso sobre o tipo de amiga que quero ser.

Quero poder comemorar uma ocasião especial em um restaurante caro, mas também quero continuar sendo uma amiga com quem se pode passar uma tarde inteira conversando na cozinha sem gastar nada. Quero viajar com minhas amigas quando isso fizer sentido, mas não quero que a pessoa que não puder pagar pela viagem deixe de se sentir parte do grupo. Quero que os presentes sejam uma forma possível de demonstrar carinho, mas nunca a medida dele.

Talvez seja isso que Rifkin esteja tentando preservar quando fala da importância do tempo cultural.

Não uma vida completamente separada do dinheiro, até porque isso seria impossível. Mas criar espaços em que as nossas relações continuem funcionando segundo outras regras. Com a regra da paciência, da escuta amiga, do cuidado familiar. E da companhia que não precisa ser transformada em uma experiência extraordinária.

Respostas de 14

  1. Excelente reflexão!!!!!! E preciso ressaltar que me sinto privilegiado de ter um grupo de amigos, há 35 anos, que preservam a mesma simplicidade, permitindo que todos estejam juntos e se sintam parte do grupo, independente do padrão financeiro de cada um.

  2. Acho ingenuidade acreditar que tudo isso é culpa do capitalismo e que é realmente possível ter amigos na fase adulta.
    No fim das contas, oferecemos dinheiro, tempo, presentes, disponibilidade e participação em experiências; em troca, recebe pertencimento, status, reciprocidade e acesso ao grupo. A amizade continua sendo chamada de amizade, mas sua dinâmica começa a se parecer com uma economia de reciprocidades. Talvez tenha descoberto que não existem amizades genuínas na vida adulta. É uma grande utopia. rs

  3. Seus textos são sempre muito pertinentes e empáticos.
    Como um outro leitor comentou antes, deu nome e sobrenome a desconfortos que sempre permeavam e permeiam algumas de minhas relações, mas eu não sabia nominar adequadamente.
    E acredito que tenha sido sempre difícil nominar este desconforto por eu, com muita frequência, tentar negar sua existência. Não conscientemente.
    Existe um julgamento implícito muito grande quando se vai contra a maré e, naturalmente, ficamos deslocados e até constrangidos de ser “diferentes”, optar por comemorações mais “simples” porém mais intimistas, dar presentes menos sofisticados mas com mais carinho, dar mais presenca.
    No entanto, agindo assim não existe o fator ostentação, não valeu, não é um evento à altura, não é instagramável, a validação do outro será menor ou inexistente.
    E assim, nos vemos num ciclo sem fim de mostrar que podemos bancar para pertencer, e deixamos de ser fiéis a nós mesmos e às relações de verdade que buscamos preservar.
    Excelente reflexão!

  4. Seu texto fez uma otima analise sobre a mercantilização das relações, e eu me arrisco a dizer que isso se espalha para praticamente todos os aspectos da vida das pessoas. Parece que o interesse ou vantagem financeira necessariamente tem que vir a frente de outros interesses: fazer as coisas que vc gosta, praticar um hobby, ou simplesmente descansar… só estão “liberadas” se nao atrapalhar em NADA o seu retorno financeiro. Ou então, está errado.

  5. Esse vou implorar pra que as minhas amigas leiam. Que lindo e profundo e necessário, Lilian. Obrigada! É preciso mesmo ficar muito atenta pra não mercantilizar as relações.

  6. Lilian, impressionante como seus textos as vezes pegam em lugares que já incomodavam mas sem saber ao certo o que era e o por que, e você traz clareza para isso.

    Inclusive estava numa discussão recentemente sobre casamentos “Destination Wedding”, onde todo mundo é da mesma cidade, mas o casamento precisa ser em algum lugar distante (por uma coincidência, também na Bahia rs).

    E eu questionava o quanto o casamento era sobre estar com as pessoas queridas, com quem faz parte da vida do casal mais do que fazer em um lugar paradisíaco onde algumas pessoas não poderiam ir, inclusive pessoas que poderiam ser importantes para o casal (o que gera até outra discussão, de casais que medem a importância do outro baseado no quanto gasta de dinheiro ou não, afinal, alguem não ir pode indicar que não ama aquele casal suficiente, sendo que tem tantos outros fatores financeiros, como o fato de não ter de fato, ou até, não fazer sentido aquele gasto no momento, mesmo tendo condições).

    E ai você traz esse termo que permea tudo isso que já incomodava, sem entender ao certo o que é, a hipercomercialização de tudo! O casamento que já era bem comercializado fica mais, as festas de crianças que eram feitas pela familia em casa, passam a precisar ser com uma decorada, o encontro de amigos ser em um restaurante/bar badalado, etc.

    1. Esse exemplo do casamento foi perfeito. Nos últimos 3 anos fui convidada pra ser madrinha de casamento quatro vezes, e em todas as ocasiões tiveram custos altos atrelados: Vestidos específicos, viagens e festas de despedida, e presentes especiais. Eu pude participar e colaborar nessas experiências, mas não deixei de pensar em quanto dinheiro eu gastei com coisas que não faziam sentido pra mim. Mas, por serem pessoas queridas, eu participei mesmo assim.

  7. Brilhante a forma que você trouxe a discussão.
    Uma discussao que continua aqui dentro de mim depois de um texto tão profundo e bem feito!
    Parabéns e obrigada por compartilhar seu mundo aqui

  8. Ai, ai, ai…esse pegou, hein?!
    Eu me vi em muitas dessas linhas e posso dizer com muita propriedade que é difícil, mas é possível não “medir” o pertencimento quando não se pode estar por algum desalinhamento financeiro.

    Eu desejo que nossas experiências extraordinárias possam continuar sendo tanto uma viagem pra Disney quanto uma tarde inteira de risadas num sofá de casa. Porque, no fundo, um dos maiores luxos que podemos ter hoje em dia é a PRESENÇA…de verdade.

    Obrigada por isso! Sou sua fã!

  9. Boa reflexão. Um fator contribuinte para essa mercantilização do tempo de convívio, a meu ver, é a sinalização para as redes sociais. Um bate papo na cozinha ou uma tarde na casa da avó não é instagramável como um fim de semana no lugar da moda ou em uma casa de praia na Bahia. Só esses últimos são considerados dignos de fotos, comentários ou lembranças nas redes sociais para os outros verem, portanto são as experiências que são buscadas.

    1. Bom ponto, Luiz!
      E isso das redes sociais se espalha para cada situação cotidiana, até aquele jantar de amigos em casa, precisa ser com mesa posta, o que muitas vezes envolve a compra de decorações, sousplat etc… Pois esse momento vai ser registrado, tem que estar bonito. E não mais uma visita de amigos em casa, da forma que ela é naturalmente, tudo precisa ser produzido.

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