Os perigos da ostentação

Recentemente, uma amiga me disse: “Eu leio seu blog, mas não concordo com o que você escreve sobre dinheiro e felicidade. Tenho certeza de que, quando eu comprar um carro X, serei feliz. Não pelo carro em si, mas porque essa compra vai ser um símbolo importante de que eu cheguei lá, que tive sucesso na vida. E aí, sim, estarei feliz!”

Uau. Essa frase carrega tantas ideias pré-concebidas que me peguei refletindo por dias. Tentei debater ali mesmo, mas fomos interrompidas pelas interferências típicas de um evento social. Fiquei com a vontade de continuar aquela conversa — nem que fosse só comigo mesma. Por sorte, tenho este blog onde posso fazer exatamente isso: destrinchar pensamentos como esse, com o bônus de que a reflexão não fica só entre mim e ela, mas alcança milhares de pessoas (sim, esse blog já está chegando a milhares de leitores — e sim, estou ostentando esse feito como símbolo do meu sucesso como escritora de finanças pessoais. Toque irônico? Talvez).

O que mais me chamou a atenção na provocação da minha amiga é que ela não justificou a compra do carro pelo conforto, como costumam fazer. Se fosse esse o argumento, eu teria respondido com mais facilidade — já passei um bom tempo refletindo sobre como o excesso de conforto, paradoxalmente, pode tornar a vida pior (inclusive escrevi sobre isso neste post aqui).

Mas o ponto dela era outro. Ela não estava falando de utilidade, estava falando de status. O carro, para ela, é um símbolo. Um marco. Uma forma de dizer ao mundo — e a si mesma — que venceu.

Esse é o ponto mais perigoso da ostentação: ela não tem a ver com necessidade, nem com gosto pessoal. Tem a ver com o que os outros vão pensar. E mais do que isso — com o que a gente acha que os outros vão pensar.

A ostentação vive da comparação. Ela se alimenta da ideia de que, para sermos alguém, precisamos mostrar que temos algo. E esse “algo” precisa ser visível, reconhecível e, preferencialmente, caro. Não basta ser feliz — é preciso parecer feliz. Não basta ter estabilidade — é preciso mostrar conquistas tangíveis, instagramáveis, de preferência com logotipo à mostra.

Mas viver uma vida pautada pela necessidade de ostentação tem seus perigos, e é sobre isso que eu quero falar aqui.

Perigo 1 – Não conseguir ostentar

Vamos supor que minha amiga esteja certa: que a compra do carro X realmente traga felicidade. Mas… e se ela nunca conseguir comprar esse carro?

Esse é o primeiro grande perigo da ostentação: ela pressupõe que você vai ter dinheiro suficiente para manter esse jogo. E isso, sejamos honestos, está longe de ser garantido.

Pode ser que ela nunca consiga comprar o tal carro. E aí? A vida dela será uma merda?

Esse é o problema de atrelar a própria felicidade a símbolos de sucesso. Ter dinheiro o suficiente para ostentar não é garantido. A sociedade está cheia de fórmulas prontas de sucesso — estude isso, invista naquilo, siga este método infalível — mas a verdade é que muitas dessas fórmulas são falíveis. Algumas vezes, simplesmente não funcionam. E nem sempre a culpa é sua.

Aliás, muita gente já me pediu aqui no blog para falar mais sobre como ganhar mais, como investir com estratégias mais sofisticadas, como encontrar alternativas mais rentáveis que o Tesouro Direto. E eu entendo esse desejo. Mas o que muita gente ignora é que, no meio do caminho, existe um fator incômodo e incontrolável: a sorte.

É claro que você precisa fazer a sua parte. Meu pai adora repetir que “sorte é o encontro da competência com a oportunidade”. Concordo com ele. Você deve, sim, correr atrás. Estudar, se desenvolver, se capacitar. Fazer o que precisa ser feito. Porque sem competência, mesmo que a sorte passe na sua frente, você não vai estar pronto para agarrá-la.

Mas… e se a oportunidade não vier?
E se você fizer tudo certo e, mesmo assim, não estiver no lugar certo, na hora certa?
E se a vaga de diretor nunca surgir?
E se o mercado virar justo quando você começa a aplicar naquela estratégia mirabolante que deu certo no passado?

Se sua vida só fizer sentido quando — e se — você alcançar o padrão de consumo que idealizou como “sucesso”, há uma boa chance de você viver frustrado. Ou endividado. Ou exausto tentando manter as aparências. Nenhum desses caminhos parece especialmente seguro ou feliz.

É por isso que ostentar como prova de felicidade é uma armadilha. Você joga tudo em um número e torce para dar certo. Mas e se não der?

Perigo 2 – Conseguir ostentar e ainda sentir o vazio

Mas pior ainda: pode ser que ela consiga comprar o carro. E, mesmo assim, a vida dela continue uma merda.

Talvez, quando finalmente tiver o carro X, ela já esteja sonhando com o carro Y. (Aliás, já escrevi sobre isso aqui no blog.) Ou talvez, ao alcançar esse símbolo de sucesso, ela perceba que as pessoas que ela queria impressionar já subiram mais um degrau. E ela segue atrás, correndo para manter o ritmo, tentando alcançar um novo patamar de validação que, de novo, estará um pouco além do alcance.

O problema é que fomos ensinados a ver a vida como uma escada: degraus, metas, checkpoints. Cada conquista deveria nos trazer satisfação, mas o que geralmente acontece é o contrário — cada etapa vencida nos empurra para a próxima. Nunca há descanso real, nunca há pouso. A chegada é sempre provisória. 

É como a linha do horizonte: por mais que a gente nade, ela nunca se aproxima.

O desejo, por definição, nasce da falta. A gente só deseja o que ainda não tem. E quando finalmente conquista aquilo que parecia essencial, o desejo se desloca para outro objeto. É um mecanismo automático, quase cruel. O desejo não se sacia. Ele substitui.

Então, mesmo que ela consiga comprar o carro, isso talvez só inaugure uma nova fase do vazio: agora ela precisa de uma casa maior, uma bolsa de grife, uma viagem exclusiva, uma escola mais cara para os filhos. E lá vai ela, com o carro dos sonhos na garagem… e um novo buraco para preencher.

Perigo 3 – A ostentação não salva ninguém

E mesmo que ela siga por esse caminho — que ela continue comprando carros e tudo o mais para conseguir impressionar a todos, que ela chegue ao topo do consumismo e da ostentação — a vida dela também pode ser uma merda.

Eu nunca estive no topo do consumismo, mas posso afirmar isso com base nos relatos de quem já esteve lá. Esse episódio do Clóvis de Barros foi maravilhoso nesse sentido. Ele começou dizendo que, se você fizer uma pesquisa de senso comum sobre o que é uma vida boa, é bem possível que a maioria responda com dois elementos: ser rico ou ser famoso (de preferência, os dois). Ou seja, o maior símbolo de sucesso na vida seria ser rico e famoso.

E a melhor forma de mostrar que esses elementos não são condições nem necessárias, nem suficientes para uma vida boa é se perguntar:

(i) Existem pessoas ricas e famosas infelizes?
(ii) Existem pessoas que não são ricas nem famosas, mas que são felizes?

Vou começar pela segunda. E a resposta, provavelmente, é clara para a maioria de vocês. Pessoas que, claro, conseguem ter dinheiro o suficiente para garantir o mínimo de dignidade da vida, mas que não são ricas nem famosas, podem sim ser felizes. Você provavelmente consegue pensar em meia dúzia de pessoas que já cruzaram o seu caminho, que vivem de forma muito mais simples que você, e que demonstram aquela alegria de viver que é incontestável — seria impossível dizer que elas não vivem bem.

Mas a resposta para a primeira é ainda mais tocante. O professor não quis citar nomes, mas trouxe a seguinte ideia: você consegue pensar em algum ator de Hollywood — o símbolo máximo de riqueza e fama nos dias atuais — que já cometeu suicídio?

Se o suicídio é a expressão máxima da infelicidade, de que a vida perdeu toda a razão de ser, de que não há mais prazer ou alegria possível e que a única opção é desistir dela, então é perfeitamente plausível imaginar que essa pessoa, mesmo rica e famosa, era profundamente infeliz.

Esse argumento, para mim, matou a pau o raciocínio. A eterna discussão sobre se o dinheiro traz ou não felicidade. O fato de pessoas ricas cometerem suicídio é um forte indicativo de que o dinheiro não é uma condição suficiente para se viver bem.

Quando comecei meu caminho para a independência financeira, eu já desconfiava de que ter dinheiro o suficiente para comprar bens materiais — só porque eles seriam símbolos de uma vida bem-sucedida — não era o caminho. Esse raciocínio do professor, com certeza, é uma ótima confirmação da minha suspeita.

Ostentando uma vida boa

Eu confesso que ainda estou em busca do que de fato constitui uma vida boa. E esse tem sido o ponto que mais me atrai na filosofia. Por enquanto, ainda não encontrei uma resposta definitiva — e, em breve, devo escrever pelo menos sobre as respostas interessantes (embora não suficientes) que já descobri.

Outro dia, meu pai me confidenciou que se preocupa com o fato de eu ter conquistado “tudo” muito cedo. Casei antes dos 30, comprei meu primeiro apartamento aos 27, atingi a independência financeira aos 33. E com o fato de que eu não pareço ter mais metas financeiras na vida. Vivo bem sem carro, no meu apartamento simples. Segundo ele, isso poderia me deixar… meio perdida. Sem uma nova ambição para me guiar.

Mas eu respondi que, se as conquistas que já tive me ensinaram algo, foi justamente a parar de desejar compulsivamente — e começar, finalmente, a viver.

Sim, é estranho. Porque a lógica do desejo é tão enraizada que a gente não sabe muito bem o que fazer quando ele some. Se não estou correndo atrás de nada, será que estou parada? Estagnada? Ou será que, pela primeira vez, estou mesmo presente?

Muita gente me pergunta: Onde você quer chegar com o blog? Qual sua estratégia para atrair mais leitores? Ele vai virar podcast? Um canal no YouTube? Vai lançar curso?

É claro que, como eu disse no começo do post, eu já posso ostentar que esse blog atinge milhares de pessoas. Poucas milhares, é verdade, mas ainda assim milhares.

Mas aí me lembro do porquê comecei a escrever. Escrevo porque gosto de escrever. Porque esse espaço me alegra, me organiza, me conecta. Porque é o espaço que me permite responder à minha amiga mesmo depois de passados dias da nossa conversa.

No fundo, esse blog é útil na minha vida não pelo que ele pode virar, mas pelo que ele já é. Não pelo público que talvez chegue um dia — e com o qual eu possa ostentar uma conta no Instagram com muitos seguidores — mas pelas pessoas que já estão aqui agora, lendo este texto.

Essa mudança de perspectiva — da expectativa para o apreço — me ajudou muito a atingir a independência financeira. E me ajuda ainda mais a vivê-la com leveza.

Como eu disse, não vou me atrever a definir o que é a vida boa neste post. Mas sei dizer o que me sustenta hoje: a gratidão pelos caminhos já percorridos. E a clareza de que a vida não precisa estar em expansão constante para ser digna de ser vivida.

Minha amiga também já tem uma vida cheia de beleza, conquistas, afetos. Sei reconhecer, de fora, tantas coisas que são só dela — e que já a tornam profundamente realizada, ainda que ela não perceba. O carro X não é o que vai tornar sua vida mais valiosa aos meus olhos. O que conta é aquilo que ela já construiu com coragem, com cuidado, com amor. São os momentos em que olho para ela e penso: “como ela está feliz!”

Talvez o desejo de ostentar continue a nos visitar. E tudo bem. Mas que ele não nos distraia do que já está aqui. E que a gente seja capaz de perceber que, de muitas formas, a gente já vive uma vida de sucesso.

E você? Onde está sua felicidade? Será que ela depende do próximo passo, do próximo símbolo? Ou será que já está aí, esperando para ser reconhecida? 

Respostas de 19

  1. Li seu livro impresso!!! E amei, parabéns !
    No momento estou ouvindo um Podcast: ELEFANTES NA NEBLINA
    No episódio nº 104 (Condenados a liberdade) por volta dos 37 minutos ele explica sobre Jean Paul Sartre (no livro: O ser e a Nada)
    Eles comentam que estamos institucionalizados e renunciamos a condição humana da escolha
    Mas quando assumimos a condição humana e deixamos de ser objetos, deixamos de ser o “CONSUMIDOR IDEAL DO CAPITALISMO TARDIO”
    Vivemos em um mundo que é uma prisão socioeconômica, independente de quanto temos ou não, e somos estimulados a não questionar o sentido que queremos dar a nós mesmos
    Quem eu quero/decido ser a casa dia, isso é ser condenado a liberdade

    1. Oi Ana! Que incrível receber sua mensagem 😊 Fico muito feliz que tenha gostado do livro!
      Ahhh, Elefantes na Neblina é maravilhoso mesmo. Eu adoro como eles conseguem conectar filosofia e vida prática.
      O episódio que você mencionou é fantástico! Essa ideia de sermos “condenados à liberdade” é tão potente: estar institucionalizado, mas ainda assim ter a responsabilidade de escolher quem queremos ser, mesmo dentro das estruturas que nos cercam… é realmente um chamado à consciência.
      Adorei sua reflexão sobre sermos o “consumidor ideal do capitalismo tardio”. Como a filosofia consegue explicar tão bem o cotidiano, né? Obrigada por compartilhar, adorei esse insight!

  2. Concluindo hoje minha maratona do seu blog! Passando só para agradecer e dizer que foi uma experiência extremamente agradável. Já garanti o seu livro e farei a leitura em breve.
    Continuarei por aqui buscando inspiração e para ver que o busco não loucura nem impossível, como as pessoas a minha volta fazem parecer ser.

    1. Que alegria receber essa mensagem! Fico muito feliz que tenha gostado da maratona do blog e já garantido o livro — espero que a leitura seja tão prazerosa quanto foi para mim escrever. É muito bom saber que esse espaço te ajuda a ver que seu objetivo não é loucura nem impossível, mesmo que pareça assim para quem está de fora.

  3. Olá Lilian, bom dia

    Parabéns por mais uma perola de sabedoria. Esses pensamentos sobre uma “vida boa e feliz” nos faz questionar e frequentemente distanciar do senso comum.

    Teve uma situação curiosa que desejo compartilhar. Durante um passeio minha esposa falou que eu sou ostentador, e como poupador e investidor fique surpreso, pois não sou consumista e curto o minimalismo. Mas o comentário dela era que eu ostentava “financeiramente” pois não tinha dividas, cartão de credito sobre controle e gosta de falar sobre investimentos e aplicações.

    A questão é que somos seres sociais e temos um anseio de sinalização externa. E até mesmo nós, “FIRERs”, desejamos internamente que nosso patrimônio e até a estratégia sejam validados. Mesmo que essas conquistas não possam ser vistas, ao contrário de uma casa, carro ou viagens instagramaveis. Mas sinceramente eu prefiro aceitar a desconfortável verdade que não serei compreendido pela maioria, e parei de me trair para se encaixar e vivo para mim e não para os outros.

    Abraços

    1. Achei muito interessante o que você trouxe, porque mostra como a “ostentação” pode ter significados muito diferentes dependendo do olhar de quem vê. No fundo, todos buscamos algum tipo de validação — e, no mundo FIRE, ela acaba sendo muito mais sutil, quase invisível, o que pode gerar essa sensação de não ser compreendido. Acho admirável sua postura de aceitar essa verdade e escolher viver de acordo com seus próprios valores. É um passo enorme para a verdadeira liberdade.

  4. Nossa cultura consumista e de exibicionismo nos molda aos padrões de uma sociedade que está pautada no ter, ao invés do ser. Não serei hipócrita em dizer que não sou consumista, mas hoje já tenho consciência da dosagem.
    Conhecer o mundo FIRE me trouxe conhecimento, paz e sensação de pertencimento na minha vida e você é um farol de luz para todos nós. Cada post muito aprendizado. Penso que servir ao próximo é o verdadeiro sentido da vida.

    1. Que mensagem linda e cheia de verdade! Acho muito valioso reconhecer que o consumo faz parte da nossa vida, mas que podemos encontrar o ponto de equilíbrio — e o movimento FIRE ajuda muito nisso. Fico emocionada em saber que, de alguma forma, meu trabalho trouxe luz e pertencimento para você. Concordo demais: servir ao próximo e compartilhar o que aprendemos dá um sentido muito mais profundo à vida. É talvez o valor desse blog pra mim. Obrigada pelo carinho sempre e por caminhar junto nessa jornada. 💛

  5. A parte sobre não conseguir o carro (ou a promoção, ou o mercado virar bem na sua hora etc) me pegou muito.

    Me encontro na fase da vida de querer ganhar mais não para ostentar, mas para aposentar mais cedo (ou pelo menos me aposentar em melhor situação). Mas nem sempre as coisas tem dado certo para este plano, o que me causa certa frustração e ansiedade, talvez de forma similar a de não conseguir o carro para a pessoa que quer ostentar. Não seríamos todos assim, com algum objetivo? Fica a minha reflexão.

    1. Para mim ostentar não é tanto o problema. Pensando nisso como um jogo em que as pessoas jogam: “eu ostento para que os outros me valorem bem”, acho que depois de certo momento ganhamos o título de muquirana dos amigos e família e eles simplesmente não jogam mais esse jogo conosco. Aquele amigo sabe q as compras dele não te surpreendem e de certa forma são algo que vc repreenderia, então ele ostenta para outros.
      O que ainda me dói é esse modo de vida com filhos pequenos que ainda não tem a capacidade cognitiva de entender 100% porque a família é diferente das outras. Pois claro, as crianças acabam jogando esse jogo influenciadas pelos pais. Tento bastante explicar e reforçar o tema e tenho certeza que ele será entendido no futuro, mas o caminho até lá não é trivial.

      1. Realmente, depois de um tempo, as pessoas param de “jogar” o jogo da ostentação conosco — e, no fundo, isso é até libertador.
        Mas concordo que com crianças é outra história… elas ainda estão formando a visão de mundo e inevitavelmente se comparam com o que veem ao redor. Acho que faz parte do cuidar falar sobre esse tema, mesmo sabendo que a compreensão total virá só no futuro. No fim, esse é um investimento de longo prazo — não só financeiro, mas de valores —, e que certamente vai render frutos importantes na vida deles.

    2. Eu entendo muito o que você descreveu. A motivação pode até ser diferente — não ostentar, mas conquistar mais liberdade —, mas a frustração quando o objetivo não vem no nosso tempo é parecida. Acho que a grande virada é perceber que, se ficarmos presos apenas ao resultado, a ansiedade toma conta; mas, se olharmos para o caminho, conseguimos extrair valor e aprendizado mesmo quando as coisas não saem como planejado. E sim… talvez todos tenhamos “o nosso carro” em algum momento da vida. Obrigada por compartilhar essa reflexão tão sincera.

  6. Esse teu post confirma uma certeza que tenho há muito tempo: finanças pessoais é uma “ciência” primordialmente comportamental… matemática é apenas ferramenta, nada além disso. Tenho uma experiência familiar/pessoal de alguém que era exatamente como a tua amiga, mas não tinha paz… e para surpresa de ninguém não foi a “compra do carro X” que lhe trouxe realização pessoal (sim, ela alcançou o feito)… o que de fato lhe trouxe paz foi uma mudança interior que subverteu seus valores, mudou sua perspectiva de sucesso versus fracasso e por fim lhe permitiu uma boa organização financeira. Abraço!

    1. Você descreveu perfeitamente o que eu também acredito: números ajudam, mas sozinhos não mudam nada. É a mudança de valores, de perspectiva e de relação com o dinheiro que realmente transforma. E é curioso como, muitas vezes, essa mudança vem antes da “grande conquista” material — ou até faz com que a gente perceba que ela não era tão essencial assim. Abraço!

  7. Seu post meu fez pensar que vivemos numa eterna corrida dos ratos, nada nunca será suficiente, eu sou uma dessas milhares de pessoas que seu blog alcançou e só peço para que você continue a escrever, um podcast não seria má ideia não, rsrs… e não sei aonde esta minha felicidade, mas quando olho para trás tenho bastante coisas para agradecer

    1. Ahh, que mensagem linda de ler! ❤️
      A corrida dos ratos é realmente traiçoeira — quando a gente acha que vai chegar na linha de chegada, alguém puxa ela um pouco mais pra frente. 😅 Mas é aí que entra essa pausa pra olhar pra trás e reconhecer o que já conquistamos (e isso você já está fazendo, e muito bem!).
      Fico muito feliz em saber que o blog te alcançou e fez pensar sobre tudo isso. Pode deixar que eu vou continuar escrevendo sim, e quem sabe um dia esse podcast sai do papel! 😉 Obrigada por me lembrar que vale a pena compartilhar essas reflexões.

  8. Sou de uma família de concursados, e a ideia era parar quando eu estivesse no “topo da cadeia dos concursos”, mas aí eu me peguei fazendo isso mais para os outros que pra mim. Eu já sou feliz no cargo que tenho e admitir isso mudou a minha percepção sobre sucesso.

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