{"id":923,"date":"2024-02-07T08:00:00","date_gmt":"2024-02-07T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/?p=923"},"modified":"2024-06-05T10:37:02","modified_gmt":"2024-06-05T10:37:02","slug":"vidas-em-excesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/blog\/vidas-em-excesso\/","title":{"rendered":"Vidas em excesso"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando eu <a href=\"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/as-escolhas-que-me-trouxeram-a-paris\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"As escolhas que me trouxeram a Paris\">estava em Paris<\/a>, tive uma intoxica\u00e7\u00e3o alimentar braba. Depois de meses me divertindo com queijos, baguetes e vinhos franceses, meu corpo parece que finalmente decidiu dar um basta \u00e0 minha farra sem limites de gordura e \u00e1lcool, me colocando de quarentena por alguns dias. Eu estava consumindo em excesso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vivi por anos uma rotina que dava pouco espa\u00e7o para os prazeres da vida. De segunda a sexta, eu s\u00f3 tinha tempo para o trabalho e mal podia pensar em sair durante a semana. Eu me sentia t\u00e3o exausta com a rotina que tudo que queria depois do trabalho era a minha cama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 que me aposentei e decidi me jogar nos prazeres da vida. Passei a topar qualquer convite para sair durante a semana, o que normalmente envolvia \u00e1lcool e fritura. E atingi o auge do hedonismo nos meus dias parisienses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando em Paris, recebemos muitos amigos que estavam de f\u00e9rias na cidade. S\u00f3 que para eles eram apenas alguns dias de queijos e vinhos, enquanto para mim essa vida durou tr\u00eas meses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voltei de Paris com a sensa\u00e7\u00e3o de que minha vida tinha ido de um extremo ao outro. Se antes eu trabalhava em excesso, agora estava me divertindo em excesso. E comendo e bebendo em excesso. E, talvez, at\u00e9 viajando em excesso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 como um p\u00eandulo, que quando soltamos de uma extremidade vai com toda velocidade para outra, at\u00e9 reduzir o ritmo e finalmente encontrar o equil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acredito que ainda n\u00e3o encontrei o equil\u00edbrio perfeito entre os deveres e os prazeres na vida FIRE. A vida em que tenho o suficiente dos dois, e nada em excesso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas ser\u00e1 que \u00e9 poss\u00edvel atingir isso?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Excesso x Suficiente<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resposta para minha pergunta anterior \u00e9 sim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por experi\u00eancia pr\u00f3pria, afinal, eu acredito ter atingido o equil\u00edbrio quando o assunto \u00e9 dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre pessoas que vivem com escassez e pessoas que vivem com excessos, posso dizer, felizmente, que acredito ter o suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas nem sempre foi assim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando comecei a trabalhar, ganhava um sal\u00e1rio de R$7 mil como analista pleno de um banco. Lembro de achar essa quantia uma fortuna. Morava com meu pai, ent\u00e3o as contas b\u00e1sicas de moradia e alimenta\u00e7\u00e3o eram por conta dele. A mim, cabia apenas arcar com meu cart\u00e3o de cr\u00e9dito. E bem, com essa quantia 10 anos atr\u00e1s, eu fazia uma bela farra com compras no cart\u00e3o. Sentia-me rica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 que conheci um colega de trabalho que tinha conta no Private. Na \u00e9poca, voc\u00ea precisava ter uma fortuna de R$3 milh\u00f5es para poder ter conta no Private.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lembro de sentir uma punhalada no peito quando soube disso. Ele era apenas alguns anos mais velho que eu, tinha sim um cargo muito superior ao meu, mas nunca imaginei que algu\u00e9m t\u00e3o jovem quanto ele pudesse ter tanto. Na compara\u00e7\u00e3o com ele, meu sal\u00e1rio, que at\u00e9 ent\u00e3o achava bom, passou a parecer insuficiente. Ele era rico e eu era pobre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dizem que um dos problemas das redes sociais \u00e9 que estamos sempre comparando nosso interior com o exterior das pessoas. S\u00f3 que eu acredito que esse n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um problema das redes, mas da vida real. As coisas nunca s\u00e3o s\u00f3 o que parecem. E normalmente, vemos s\u00f3 o que est\u00e1 na superf\u00edcie dos outros. Enquanto vivemos a nossa pr\u00f3pria vida na mais pura profundidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme os anos foram passando, fui sendo promovida, mudei de emprego e dediquei-me \u00e0 minha carreira. E o sal\u00e1rio foi crescendo junto. E ent\u00e3o, juntar R$3 milh\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o parecia assim t\u00e3o imposs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas estava exausta. Minha vida era meu trabalho no mercado financeiro. As f\u00e9rias se tornavam cada vez mais escassas, principalmente porque estava sempre mudando de emprego para ganhar mais e com isso perdia o direito a f\u00e9rias por um ano. Conforme fui subindo de cargo, os finais de semana deixaram de ser livres de preocupa\u00e7\u00e3o com o trabalho. E conforme minhas responsabilidades aumentavam, n\u00e3o eram poucas as noites de sono prejudicadas por conta da ansiedade de reuni\u00f5es importantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E alguns anos depois, reencontrei meu ex-colega que tinha conta no Private, e ele me disse que estava lutando contra um c\u00e2ncer. Ele ainda n\u00e3o tinha 40 anos de idade. Conversamos por um tempo e ele disse que estava otimista. Que finalmente tinha percebido o quanto custaram os anos em que trabalhou em excesso e negligenciou os cuidados com a pr\u00f3pria sa\u00fade. \u00c9 claro que \u00e9 imposs\u00edvel saber o quanto o c\u00e2ncer estava relacionado ao estilo de vida dele, mas ainda assim, estava feliz por ter tido esse alerta. E que eu, que era mais nova do que ele, deveria aprender a ter um equil\u00edbrio melhor na vida. Que a vida n\u00e3o era s\u00f3 trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse dia, meu ex-colega me deu um presente de mostrar a sua vida de uma forma mais profunda. E eu o enxerguei al\u00e9m da superficialidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que somos t\u00e3o estimulados aos excessos?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somos seres influenci\u00e1veis. E n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que influencer \u00e9 uma profiss\u00e3o rent\u00e1vel. E embora essa denomina\u00e7\u00e3o seja nova, a profiss\u00e3o \u00e9 bem antiga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O poder do marketing \u00e9 o que sustenta o sistema capitalista atual. E vencemos a escravid\u00e3o (gra\u00e7as!) n\u00e3o porque as pessoas s\u00e3o boazinhas, mas sim porque percebemos que pagar um sal\u00e1rio e influenciar as pessoas ao consumo era uma maneira muito melhor de gerar mais riqueza. E tem sido assim por muitos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando vemos algu\u00e9m bem-sucedido (uma atriz, um cantor, um influencer com muitos seguidores nas redes sociais), n\u00f3s automaticamente acreditamos que se tivermos as mesmas coisas que ele, n\u00f3s tamb\u00e9m vamos parecer bem-sucedidos aos olhos superficiais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E essa \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de m\u00e3o dupla. Quando vemos algu\u00e9m consumindo muito, tendemos a acreditar que essa pessoa \u00e9 muito bem-sucedida em tudo na vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nossa mente \u00e9 altamente sugestion\u00e1vel por essa proxy. N\u00e3o enxergamos o dinheiro apenas como um mecanismo de simplifica\u00e7\u00e3o de trocas. Enxergamos o dinheiro como medida de sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E quando o assunto \u00e9 sucesso, quanto mais, melhor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Treinando a mente a pensar em golfinhos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando reencontrei meu ex-colega rico, eu j\u00e1 estava na minha trajet\u00f3ria <a href=\"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/o-movimento-fire\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"O movimento FIRE\">rumo ao FIRE.<\/a> Ent\u00e3o a nossa conversa s\u00f3 ajudou a refor\u00e7ar que esse era o caminho que eu queria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a vida dava seus testes. Nem sempre era f\u00e1cil acreditar que viver uma <a href=\"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/vida-frugal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Vida frugal\">vida frugal<\/a> e me aposentar cedo era a melhor decis\u00e3o. E confesso, sofro testes assim at\u00e9 hoje. Mas desenvolvi um mecanismo \u00fatil para esses casos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse mecanismo eu aprendi quando um ex-chefe convidou a equipe para jantar na casa dele. A equipe tinha s\u00f3 3 pessoas, al\u00e9m dele. Quando chegamos ao seu apartamento, me deparei com uma sala impec\u00e1vel do tipo capa da revista Casa Vogue (que mais tarde descobri que foi de fato parar numa revista famosa de casas). Fomos recebidos com Champagne e ele contratou um servi\u00e7o de catering para o jantar. O jantar teve entrada, prato de massa, prato de carne e sobremesa. Cada prato era servido na mesa pelo chef contratado, que explicava minuciosamente o prato. E o meu chefe fazia quest\u00e3o de abrir uma garrafa de vinho nova a cada prato, para garantir a harmoniza\u00e7\u00e3o perfeita. Quando eu j\u00e1 n\u00e3o aguentava mais beber vinho e fiz um sinal para que ele n\u00e3o enchesse a minha ta\u00e7a de novo, ele disse: \u201cse voc\u00ea soubesse o quanto custa esse vinho&#8230;\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Demorei para entender o que estava acontecendo nesse jantar. N\u00e3o parecia que era s\u00f3 um chefe querendo agradar seus subordinados. Parecia uma exibi\u00e7\u00e3o de um estilo de vida luxuoso e de como ele era bem-sucedido. Com um toque de querer nos influenciar a seguir os seus passos. A mensagem que ele queria passar era do tipo &#8220;se voc\u00eas se esfor\u00e7arem bastante trabalhando para mim, quem sabe um dia estar\u00e3o no meu lugar tamb\u00e9m&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sorte \u00e9 que na mesma semana eu tinha lido uma t\u00e9cnica de pessoas que t\u00eam alta intelig\u00eancia emocional. Sabe aquela hist\u00f3ria de que se te pedirem para pensar em um urso branco, voc\u00ea automaticamente pensa num urso branco? Isso porque a nossa mente \u00e9 altamente sugestion\u00e1vel. Mas as pessoas com mais controle sobre as suas emo\u00e7\u00f5es conseguem evitar isso. Ao inv\u00e9s de pensar no urso branco, elas se obrigam a pensar em um golfinho azul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Percebi que meu chefe estava for\u00e7ando a nossa admira\u00e7\u00e3o e querendo nos influenciar a uma vida de excesso. Mas eu j\u00e1 estava na minha trajet\u00f3ria FIRE e sabia que meu plano era parar de trabalhar bem antes de poder bancar um jantar com servi\u00e7o de catering para os outros. Foi a\u00ed que criei o meu golfinho azul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na hora, eu me lembrei do come\u00e7o do livro <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Suficiente-John-C-Bogle\/dp\/659981543X\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">O Suficiente<\/a>, do John Bogle, em que ele conta o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Em uma festa na mans\u00e3o de um bilion\u00e1rio em Shelter Island, Kurt Vonnegut informa a seu amigo, Joseph Heller, que o anfitri\u00e3o, administrador de hedge funds, ganhou mais dinheiro em um \u00fanico dia do que Heller ganhou com seu famoso romance &#8216;Ardil 22&#8217; desde sua publica\u00e7\u00e3o. Heller responde: &#8216;sim, mas tenho algo que ele nunca ter\u00e1\u2026 eu tenho o suficiente&#8217;<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto mais meu chefe tentava me impressionar durante o jantar, mais eu pensava: \u201cestou trabalhando para ter algo que ele nunca ter\u00e1&#8230; o suficiente!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sei que posso escrever tranquilamente sobre ele aqui porque ele nunca ir\u00e1 ler este blog. Alguns meses atr\u00e1s, fomos almo\u00e7ar e ele se recusou a entender minha nova vida. Para ele, n\u00e3o fazia sentido eu estar \u201cdesperdi\u00e7ando meus anos mais produtivos\u201d. Decidi direcionar a conversa para ele, e ent\u00e3o ele me confessou que se sentia menosprezado pelos novos colegas de trabalho porque os outros eram mais ricos que ele. \u201cNesse mercado, s\u00f3 d\u00e3o ouvidos a quem j\u00e1 \u00e9 rico\u201d. Eu sei, parece loucura. E \u00e9. Mas ele s\u00f3 confirmou o quanto meu golfinho \u00e9 verdadeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde ent\u00e3o, sempre que vejo algu\u00e9m querendo me impressionar com suas posses materiais ou com o seu dinheiro, lembro-me de que tudo aquilo \u00e9 excesso. E que tenho o privil\u00e9gio de ter o suficiente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aprendendo a ter o suficiente<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Morgan Houssel, no famoso livro <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/psicologia-financeira-atemporais-gan%C3%A2ncia-felicidade\/dp\/6555111100\/ref=sr_1_1?adgrpid=130622193969&amp;gclid=Cj0KCQiAzoeuBhDqARIsAMdH14GK0j7QBX4-OEpiysH0Y3lxoFcOxVe6K7xvmdSa8iuwuMKW1026W2gaAlw_EALw_wcB&amp;hvadid=595815709570&amp;hvdev=c&amp;hvlocphy=1001773&amp;hvnetw=g&amp;hvqmt=e&amp;hvrand=4491445875430905775&amp;hvtargid=kwd-413432849688&amp;hydadcr=5734_13215247&amp;keywords=psicologia+financeira&amp;qid=1707232606&amp;sr=8-1-spons&amp;sp_csd=d2lkZ2V0TmFtZT1zcF9hdGY&amp;psc=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Psicologia Financeira<\/a> disse que a melhor medida de riqueza \u00e9 a dist\u00e2ncia entre o quanto voc\u00ea tem e o quanto gostaria de ter. Essa frase \u00e9 genial. Porque sim, n\u00e3o existe um n\u00famero X que possa te dizer \u201cvoc\u00ea \u00e9 rico!\u201d. Mesmo entre os bilion\u00e1rios, existem os que se sentem menos ricos. O n\u00famero um s\u00f3 cabe a uma pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mais importante \u00e9 saber o quanto \u00e9 rico o suficiente para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s vezes, leio muitos coment\u00e1rios aqui no blog, de pessoas que dizem que j\u00e1 atingiram a independ\u00eancia financeira, mas que n\u00e3o t\u00eam coragem de largar os seus empregos. Elas se questionam se t\u00eam mesmo o suficiente. Se a regra dos 4% realmente funciona. Se o IPCA \u00e9 uma boa medida de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o elas seguem trabalhando sem perceber que isso as joga num caminho de excessos. Excesso de seguran\u00e7a, excesso de dinheiro e, claro, excesso de trabalho. Na busca por um patrim\u00f4nio perfeito, a vida acaba prejudicada pelos excessos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como eu disse no in\u00edcio desse texto, eu percebi que tomar vinho e comer queijos franceses \u00e9 uma del\u00edcia, mas repetir essa indulg\u00eancia por 3 meses \u00e9 um excesso que me fez muito mal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E isso vale para uma busca desenfreada por sucesso e dinheiro. Ter dinheiro \u00e9 algo maravilhoso, mas \u00e9 preciso ter cuidado com os excessos. Confiar que se tem o suficiente me parece uma escolha muito mais saud\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando eu estava em Paris, tive uma intoxica\u00e7\u00e3o alimentar braba. Depois de meses me divertindo com queijos, baguetes e vinhos franceses, meu corpo parece que finalmente decidiu dar um basta \u00e0 minha farra sem limites de gordura e \u00e1lcool, me colocando de quarentena por alguns dias. Eu estava consumindo em excesso. 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