{"id":635,"date":"2023-01-05T12:48:08","date_gmt":"2023-01-05T12:48:08","guid":{"rendered":"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/?p=635"},"modified":"2023-01-05T12:53:21","modified_gmt":"2023-01-05T12:53:21","slug":"consumo-e-alegria-temporaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/blog\/consumo-e-alegria-temporaria\/","title":{"rendered":"Consumo \u00e9 alegria\u00a0tempor\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1930 o famoso economista John Maynard Keynes fez a seguinte previs\u00e3o. Por conta do avan\u00e7o da tecnologia, em 100 anos a humanidade produziria bens de forma t\u00e3o eficiente e barata que todas as nossas necessidades por bens materiais seriam facilmente satisfeitas. Assim, os trabalhadores do s\u00e9culo XXI precisariam trabalhar apenas 15h por semana (3h por dia) para suprir suas necessidades de consumo e dedicar o restante do tempo para o lazer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema \u00e9 que 2030 est\u00e1 logo a\u00ed, mas claramente estamos longe de viver numa sociedade com uma carga de trabalho t\u00e3o pequena. O mais curioso \u00e9 ver que mesmo a parcela mais rica da popula\u00e7\u00e3o continua dedicando pelo menos 40h semanais ao trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas onde foi que Keynes errou? Ser\u00e1 que ele superestimou a produ\u00e7\u00e3o de bens materiais?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na verdade n\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o de bens materiais realmente cresceu de forma exponencial. Um brasileiro m\u00e9dio hoje vive com muito mais conforto material do que os reis e rainhas do s\u00e9culo XIX. Quem l\u00ea o livro \u201c1808\u201d, provavelmente fica chocado ao perceber como as condi\u00e7\u00f5es de vida da fam\u00edlia real portuguesa eram prec\u00e1rias. O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e, consequentemente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, era extremamente limitado e at\u00e9 mesmo quest\u00f5es b\u00e1sicas de sa\u00fade, como esgoto encanado, n\u00e3o existiam no pal\u00e1cio real.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O erro de Keynes foi subestimar o tamanho do desejo humano por bens materiais. N\u00f3s somos seres insaci\u00e1veis, sempre em busca de prazeres que trazem uma grande alegria. S\u00f3 que a alegria comprada \u00e9, infelizmente, tempor\u00e1ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Consumo not\u00e1vel e adapta\u00e7\u00e3o hed\u00f4nica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das explica\u00e7\u00f5es para isso vem do conceito de\u00a0<em>consumo not\u00e1vel<\/em>, que \u00e9 quando a gente compra bens para ganhar <a href=\"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/voce-nao-precisa-de-dinheiro-para-ganhar-o-jogo-do-status\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Voc\u00ea n\u00e3o precisa de dinheiro para ganhar o jogo do status\">status social<\/a>. O problema com esse tipo de consumo \u00e9 que a economia pode crescer infinitamente, mas o n\u00famero de itera\u00e7\u00f5es sociais \u00e9 limitado. Nossos instintos nos aprisionaram num jogo de busca por status que leva a uma corrida de ratos por consumo. A corrida de ratos funciona mais ou menos assim: um jovem sonha em comprar um carro para impressionar os amigos e as poss\u00edveis parceiras sexuais, s\u00f3 que quando ele finalmente compra o carro dos sonhos, o ganho de status \u00e9 tempor\u00e1rio porque um dos amigos logo em seguida compra um carro ainda melhor. E o jogo segue de maneira infinita. Esse jogo n\u00e3o acaba nem mesmo quando todos os amigos se endividam e trabalham que nem uns loucos para finalmente comprar um Porsche, porque a\u00ed algum espertinho compra um barco e o jogo recome\u00e7a.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mais curioso \u00e9 que\u00a0<a href=\"http:\/\/www.scribd.com\/doc\/2100251\/Jared-Diamond-The-Worst-Mistake-in-the-History-of-the-Human-Race\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">existem sociedades contempor\u00e2neas<\/a>\u00a0que poderia provar que Keynes estava certo. Essas sociedades vivem como ca\u00e7adores-coletores nos dias de hoje e trabalham cerca de 15h a 20h por semana. Isso sugere que o fim da vida n\u00f4made provavelmente explica porque a gente ainda trabalha tanto. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A competi\u00e7\u00e3o por status aumentou quando come\u00e7amos a viver rodeado de pessoas. E tomou propor\u00e7\u00f5es gigantescas com a vida moderna, quando conseguimos compartilhar nossa \u00faltima compra com centenas de pessoas ao mesmo tempo atrav\u00e9s das redes sociais. Antes das redes sociais bastava ter um vestido de festa deslumbrante e voc\u00ea podia usar o mesmo em festas diferentes. Ainda que os convidados fossem os mesmos, as pessoas tinham coisas mais \u00fateis para armazenar na mente delas do que o vestido que voc\u00ea usou na \u00faltima festa, ent\u00e3o dava para repetir. Mas com as redes sociais\u00a0basta um pequeno esfor\u00e7o de pesquisa para os outros verificarem que voc\u00ea repetiu de roupa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voc\u00ea pode at\u00e9 tentar lutar contra essa necessidade de\u00a0<em>consumo not\u00e1vel.\u00a0<\/em>Mas a\u00ed voc\u00ea precisa driblar outra tend\u00eancia natural, conhecida pelo nome de\u00a0<em>adapta\u00e7\u00e3o hed\u00f4nica<\/em>. Essa \u00e9 uma tend\u00eancia comum nos seres humanos de voltar ao mesmo n\u00edvel de felicidade logo ap\u00f3s acontecimentos importantes que mudam a nossa vida. O que \u00e9 \u00f3timo porque vale para acontecimentos bons e ruins. Assim, mesmo uma pessoa que passou por uma dificuldade severa, como se tornar um deficiente f\u00edsico, pode voltar ao mesmo n\u00edvel de contentamento algum tempo depois do acidente. \u00c9 realmente um mecanismo maravilhoso do nosso c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema com a adapta\u00e7\u00e3o hed\u00f4nica \u00e9 que ela tamb\u00e9m nos prende numa <a href=\"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/algemas-de-ouro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Algemas de ouro\">corrida de ratos<\/a>. Voc\u00ea provavelmente j\u00e1 passou por isso. Voc\u00ea vai ao shopping e v\u00ea uma roupa maravilhosa. Experimenta e fica perfeita, principalmente porque os provadores costumam ter luzes e espelhos m\u00e1gicos que te deixam mais bonito e mais magro. Vai para casa achando que agora voc\u00ea finalmente vai se sentir feliz com o seu guarda roupa. Mas basta usar aquela roupa algumas vezes e de repente ela passa a ser normal para voc\u00ea. Voc\u00ea volta a sentir que n\u00e3o tem nada de deslumbrante no seu arm\u00e1rio. Que voc\u00ea s\u00f3 precisa comprar mais uma pe\u00e7a de roupa e a\u00ed sim vai ser feliz.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O<em>\u00a0consumo not\u00e1vel\u00a0<\/em>e\u00a0<em>adapta\u00e7\u00e3o hed\u00f4nica s<\/em>\u00e3o os motivos por tr\u00e1s da triste verdade que <strong>mais consumo n\u00e3o significa mais felicidade<\/strong>, e explicam porque Keynes errou. Se voc\u00ea j\u00e1 tem casa, comida e roupa lavada, nada mais vai te trazer uma felicidade duradoura. Voc\u00ea pode tentar viajar para um novo destino ex\u00f3tico, comprar aquela bolsa de luxo ou o carro que vem sonhando h\u00e1 anos. Mas passado alguns poucos dias (\u00e9 realmente muito tempor\u00e1rio), voc\u00ea volta ao mesmo n\u00edvel de contentamento anterior.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vivendo a adapta\u00e7\u00e3o hed\u00f4nica na pr\u00e1tica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O melhor exemplo de adapta\u00e7\u00e3o hed\u00f4nica que eu vivi foi durante o meu <a href=\"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/viagem-de-trailer-pelo-brasil-por-1-ano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Viagem de trailer pelo Brasil por 1 ano\">ano sab\u00e1tico<\/a>. Quando eu e meu marido \u00e9ramos empregados, a gente tinha direito a apenas 30 dias de f\u00e9rias por ano. Era menos de 10% do ano que a gente tinha livre para viver como gostar\u00edamos. E o que a gente fazia? A gente sempre viajava. Eu n\u00e3o passei um dia sequer das minhas f\u00e9rias em S\u00e3o Paulo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas viagens eram raras, apenas duas vezes por ano. E eram f\u00e9rias tamb\u00e9m, o que significava que al\u00e9m de estar viajando, a gente n\u00e3o precisava se preocupar com prazos de entrega, clientes e chefes. N\u00f3s \u00e9ramos t\u00e3o felizes nesses pequenos 30 dias de f\u00e9rias. Eu fazia quest\u00e3o de tirar fotos para registrar cada momento e cada lugar desses 30 dias t\u00e3o preciosos. E quando a gente voltava para a rotina de trabalho, sempre revisitava essas fotos para lembrar da alegria daqueles poucos dias.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o \u00e9 claro que chegamos a conclus\u00e3o de que a gente amava viajar. E que dever\u00edamos organizar as nossas vidas para que a gente fizesse isso mais vezes. Foi assim que <a href=\"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/minha-vida-financeira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"<strong&gt;Minha vida financeira<\/strong&gt;\">organizamos nossas finan\u00e7as<\/a> e partimos para uma viagem de 1 ano. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando come\u00e7ou a viagem, a alergia era imensa. Eu sa\u00ed do trabalho e em menos de um m\u00eas j\u00e1 estava na estrada. Ent\u00e3o sentia um misto de liberdade por estar sem trabalho e de empolga\u00e7\u00e3o por finalmente ter tempo para viajar para todos os lugares que eu queria. Eu estava t\u00e3o animada que tive certeza que tinha encontrado o segredo da felicidade. Logo nos primeiros meses da viagem eu falei para o meu marido \u201cpor que n\u00e3o est\u00e1 todo mundo fazendo isso?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas era \u00f3bvio que a gente n\u00e3o tinha encontrado o segredo da felicidade. Depois de meses no litoral, a gente enjoou das praias. Cheg\u00e1vamos \u00e0s praias mais paradis\u00edacas da Bahia e pens\u00e1vamos sem muita anima\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 s\u00f3 mais uma praia cheia de coqueiros, mar de \u00e1guas quentes e areia branquinha\u201d. Decidimos ir para o interior do pa\u00eds, fazer trilhas e visitar as cachoeiras mais incr\u00edveis do pa\u00eds. Mas passado alguns meses disso, n\u00f3s tamb\u00e9m enjoamos. Os banhos gelados de cachoeira j\u00e1 nem eram mais t\u00e3o refrescantes assim depois de um tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que eu vivi durante o meu sab\u00e1tico foi a adapta\u00e7\u00e3o hed\u00f4nica na pr\u00e1tica. Depois de algum tempo viajando, eu voltei ao meu grau de felicidade pr\u00e9-sab\u00e1tico. E percebi eu amava n\u00e3o apenas viajar, mas sim sair da rotina. Quando eu trabalhava, eram raros os dias que eu podia viajar, ent\u00e3o eu dava muito valor a eles. Mas quando a viagem passou a ser minha rotina, eu perdi a sensa\u00e7\u00e3o de alegria muito intensa por estar viajando.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como viver em paz com nossos instintos consumistas <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resistir ao nosso instinto de\u00a0<em>consumo not\u00e1vel\u00a0<\/em>\u00e9 dif\u00edcil. E o dispositivo de\u00a0<em>adapta\u00e7\u00e3o hed\u00f4nica\u00a0<\/em>(que j\u00e1 vem instalado em todos n\u00f3s) torna tudo mais complicado. Mas n\u00e3o precisamos ser super humanos. Ceder aos nossos instintos \u00e9 normal, e a gente vai sim fazer compras por impulso em algum momento na vida. O importante \u00e9 n\u00e3o deixar se aprisionar numa vida que te fa\u00e7a infeliz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora comprar coisas n\u00e3o seja o segredo da felicidade, consumo em excesso pode sim te trazer infelicidade. Para manter o padr\u00e3o de consumo, voc\u00ea pode se ver obrigado a aturar um chefe abusivo, ter noites mal dormidas por conta da d\u00edvida no cart\u00e3o de cr\u00e9dito e viver ansioso pelo medo de n\u00e3o conseguir pagar as contas no final do m\u00eas. Existem sim pessoas que s\u00e3o compulsivas por consumo e \u00e9 uma realidade bem mais triste do que a vers\u00e3o hollywoodiana dos \u201cDel\u00edrios de Consumo de Beck Boom\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o \u00e9 importante aprender a viver em paz com os nossos instintos sem se aprisionar numa vida infeliz. Abaixo eu listo uma s\u00e9rie de dicas para isso:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Tenha luxos pontuais.&nbsp;<\/strong>Se voc\u00ea estiver precisando de uma dose \u00fanica de alegria, ent\u00e3o tudo bem comprar algum luxo. Fazer uma viagem incr\u00edvel de vez em quando, ir jantar fora uma vez por m\u00eas, ter um (e apenas UM) item de luxo que te ajude a se sentir menos&nbsp;<em>looser<\/em>&nbsp;no jogo por status social. Mas fique atento. Se esse item de luxo n\u00e3o te faz mais feliz, venda antes de comprar um novo. Assim pelo menos voc\u00ea recupera uma parte do dinheiro gasto nesse&nbsp;<em>consumo not\u00e1vel<\/em>&nbsp;e fica menos preso na corrida de ratos;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mantenha apenas tr\u00eas gastos recorrentes que te fa\u00e7am bem.<\/strong>\u00a0Adoro a frase da\u00a0<a href=\"https:\/\/affordanything.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Paula Pant\u00a0<\/a>que diz \u201cvoc\u00ea pode comprar qualquer coisa, mas n\u00e3o todas as coisas\u201d. Se voc\u00ea ama frequentar uma academia top de linha, ent\u00e3o n\u00e3o faz sentido manter uma conta de TV \u00e0 cabo que te aprisiona ao sof\u00e1. Se voc\u00ea ama viajar, ent\u00e3o aprenda a cozinhar e v\u00e1 menos a restaurantes. Assim voc\u00ea sente que n\u00e3o est\u00e1 levando uma vida de priva\u00e7\u00e3o, mas sim<a href=\"https:\/\/aposentadaaostrinta.com.br\/vida-frugal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Vida frugal\">\u00a0<em>priorizando<\/em>\u00a0aquilo que te faz feliz<\/a> (mesmo que seja uma alegria tempor\u00e1ria!);<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Use as redes sociais com consci\u00eancia.&nbsp;<\/strong>Quando for postar, pense antes \u201cestou fazendo isso para registrar um momento especial para mim ou para ganhar status social com os outros?\u201d. Se for pelo segundo motivo, voc\u00ea corre o risco de entrar numa corrida de ratos do tipo vestido-novo-a-cada-festa.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Viva rodeado de amigos que procuram outras coisas em voc\u00ea al\u00e9m das suas posses materiais.&nbsp;<\/strong>Existem diversas formas de voc\u00ea ganhar status social. Voc\u00ea pode ser um bom ouvinte, pode ser uma pessoa divertida e agrad\u00e1vel, pode ser algu\u00e9m confi\u00e1vel. Sem d\u00favidas voc\u00ea consegue reconhecer os amigos que apreciam sua presen\u00e7a mesmo que voc\u00ea chegue suado porque pedalou at\u00e9 a casa deles (claro, desde que use um bom desodorante!). Valorize esses amigos!<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Independ\u00eancia financeira \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de ganhar status social.&nbsp;<\/strong>Acredite, muita gente vai te admirar por ter conquistado isso. Na pr\u00f3xima vez que voc\u00ea se sentir impelido a fazer uma compra, pense bem se n\u00e3o prefere comprar algo muito melhor com aquele dinheiro: a sua liberdade!<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1930 o famoso economista John Maynard Keynes fez a seguinte previs\u00e3o. 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