Essa semana saiu a minha entrevista para a DW.
No final de abril, o jornalista da DW Brasil me procurou dizendo que eles tinham interesse em produzir uma reportagem sobre o movimento FIRE e gostariam de me entrevistar para descobrir como eu tinha conseguido essa “façanha”. Eu o corrigi de imediato: disse que essa tal “façanha” nada mais era do que o resultado de muito planejamento e de escolhas deliberadas ao longo do tempo — inclusive a de reduzir drasticamente o custo de vida que eu escolhi sustentar.
Obviamente, fiquei muito feliz e lisonjeada com o convite. Eu já admirava o trabalho da DW. E na minha cabeça, eles fariam algo parecido com a emblemática matéria do Mr. Money Mustache para a rede ABC, lá em 2015, que ajudou a divulgar o blog e o movimento de forma séria nos EUA.
Então marcamos a conversa, e eu fui super preparada. Tentei explicar o máximo que pude sobre o movimento e, como já estou acostumada com as críticas, fiz questão de deixar claro que não sou ingênua. Sempre soube que propor o FIRE num país como o Brasil é desafiador por conta da nossa brutal desigualdade de renda. O nosso país é pobre, mas também é desigual. Isso significa que existe, sim, uma parcela relevante de pessoas com renda alta que poderia se beneficiar — e muito — dessa filosofia.
E ainda provoquei uma reflexão essencial: se os brasileiros de renda mais alta construíssem a própria independência financeira em vez de dependerem do governo na velhice, quanto recurso não seria liberado do INSS para quem realmente precisa? Como vocês viram, nada disso foi para o ar.
É claro que a reportagem teve pontos interessantes, e tenho orgulho das minhas falas que mantiveram na edição. Fiquei satisfeita por terem focado no aspecto frugal do movimento, nas minhas escolhas conscientes, no início do corte de gastos e até na transição para cortes mais estruturais, como a moradia. Mais do que isso, fico feliz que tenha ficado muito clara a minha mensagem central: a de que buscar a independência financeira nunca foi sobre acumular recursos por acumular, mas sim sobre comprar a própria liberdade e reconquistar o controle do tempo.
Também achei fundamental terem mostrado o que veio depois. A minha fala contrapõe perfeitamente aquele receio do “vazio” pós-aposentadoria: mostrar que usei esse tempo livre para viajar de trailer pelo país, aprender violão, canto e cursar a faculdade de filosofia. Isso escancara que o objetivo final do FIRE é redirecionar nossa energia para atividades com significado pessoal, independentemente de retorno financeiro.
E, por fim, valeu a pena ver no ar a minha colocação sobre o desafio de lidar com a pressão e a resistência externa — essa estranheza que as pessoas ao redor demonstram quando você decide mudar o padrão de consumo e questionar a rotina tradicional de trabalho e gastos.
Mas, em algum momento, a matéria simplesmente desandou. Por mais que o repórter insistisse que aprofundaria o movimento, o que se viu foi um debate superficial. Senti falta de uma discussão real sobre as razões pelas quais as pessoas se interessam por uma aposentadoria precoce e, principalmente, sobre os benefícios de uma vida com autonomia financeira.
A matéria desviou da minha história para dar palco a duas críticas. Em especial, a do economista convidado — especialista em previdência pública —, que deixou escancarado o fato de não ter entendido nada sobre o FIRE. Com um tom nítido de deboche, ele soltou: “isso é um absurdo, a não ser que a pessoa seja herdeira de uma grande fortuna, não é uma possibilidade para os meros mortais”.
Para ele, só existem dois caminhos possíveis no Brasil: ou você nasce herdeiro, ou é um “mortal comum” fadado a trabalhar até os 60 ou 70 anos.
Mas e as pessoas de renda alta? Elas não podem escolher se aposentar cedo através da poupança e dos investimentos?
Me pareceu alguém que está tão habituado a enxergar as pessoas como meras linhas em planilhas de dados estatísticos, que se esqueceu do básico: por trás dos números existem indivíduos com livre-arbítrio, capazes de tomar decisões inteligentes com o próprio dinheiro.
E é fácil debochar quando alguém é tratado como um mero “personagem” e você se coloca no papel de especialista. Afinal, lá estava eu, economista também, que entendo perfeitamente de números e das estatísticas brasileiras. Mas decidi parar de me esconder sob o rótulo de especialista, de aceitar passivamente a ideia de que o Brasil é um bloco homogêneo de pobreza onde não há possibilidade de uma vida melhor para ninguém. Eu decidi dar a cara a tapa e servir de exemplo para os brasileiros privilegiados que podem, sim, poupar boa parte da renda.
Inclusive, semana passada fui convidada para um podcast cuja proposta era exatamente essa: eu seria a “personificação” do FIRE enquanto outro economista, especialista em finanças pessoais, apresentaria as limitações do movimento. Recusei, obviamente. Não tenho interesse em participar de dinâmicas montadas para criar polarização rasa.
Talvez essa tenha sido a minha ingenuidade: querer falar sobre possibilidades reais de escolhas pessoais e servir como exemplo em um mundo viciado em culpar os outros pelas próprias frustrações.
O mais irônico é que um especialista em previdência pública deveria tirar o chapéu para o FIRE. Um movimento que propõe que quem tem condições (sobretudo quem ganha R$ 20 mil por mês) construa o próprio patrimônio, ao invés de depender do Estado. Isso deveria ser elogiado, e não debochado.
Honestamente, a reportagem nem precisava ter entrado pelo debate da previdência pública. Quando usaram o exemplo de mulheres que se aposentavam aos 40 anos no passado pelo INSS, criaram uma confusão técnica desnecessária. O FIRE jamais defendeu a redução da idade mínima de aposentadoria paga pelo governo. Não é um movimento para fazer o Estado pagar as nossas contas — nem agora, nem aos 60 anos.
É um movimento de empoderamento individual. Não busca mudar leis, nem exigir nada do governo. É, sim, praticado por pessoas privilegiadas que reconhecem seus privilégios. E que, ao perceberem que ganham bem em um país com renda média de R$ 3 mil, escolhem viver felizes com 30% da renda, cientes de que já desfrutam de uma realidade muito mais próspera do que a maioria.
Não entendo como um especialista em contas públicas perdeu a oportunidade de dizer a um país que poupa tão pouco — inclusive entre os mais ricos — que poupar é, sim, possível. E decidiu ignorar por completo os benefícios para a economia como um todo do aumento da poupança privada.
Isso passa, inclusive, por redefinir o papel do trabalho. Num mundo corporativo doente, marcado por epidemias de burnout e, ao mesmo tempo, por jovens sem oportunidade no mercado, por que não enaltecer um movimento que ensina a usar o capitalismo a seu favor? Que mostra na prática que dinheiro gera dinheiro?
Em vez de naturalizar o esgotamento profissional como única via, o FIRE o trata apenas como um pedágio temporário para uma vida com mais propósito. E mais: cada pessoa que atinge o FIRE, e deixa o mercado corporativo, abre espaço para os jovens que estão começando na carreira.
Em uma época de tanto pavor sobre o fim dos empregos pela inteligência artificial, não seria o momento ideal para exaltar a busca pela independência financeira? Incentivar as pessoas a se tornarem sócias de grandes empresas via ETFs? A participarem da geração de riqueza global e a construírem renda passiva para focar no que realmente importa? E o impacto positivo de reduzir o padrão de consumo num planeta que adoece pelo excesso?
Minha primeira reação ao assistir ao vídeo foi um indigesto “não gostei”. E, como comentei, nem me dei ao trabalho de ler os comentários do YouTube, porque sabia o tipo de ruído que encontraria por lá. Fui dormir e, no dia seguinte, comecei a receber mensagens carinhosas de apoio. Decidi compartilhar o vídeo nos meus grupos de amigos, familiares e no meu Instagram.
Com esse filtro de quem realmente acompanha minha trajetória, o retorno foi incrivelmente encorajador. A maioria compartilhou da mesma decepção: viram que a matéria perdeu a chance de destacar a riqueza do movimento e preferiu partir para a crítica rápida. Fiquei aliviada ao ver que a minha indignação não era isolada.
Agradeço demais o apoio de cada um de vocês. Se um dia quiserem ajudar a divulgar o movimento de forma real e profunda, recomendo que compartilhem a minha participação no podcast da Carol e da Vic. Lá, com certeza, o bate-papo foi infinitamente mais rico em detalhes, sem deixar de lado as reflexões sobre as limitações do movimento.
No fim das contas, estou feliz com o alcance do vídeo. Aparentemente, um número significativo de pessoas ficou curioso com a tal “façanha” e veio me procurar no Instagram e no blog para entender a real história. Se você é uma dessas pessoas: seja muito bem-vindo!
Um movimento que nada contra a corrente dominante é difícil de resumir em poucos minutos de edição de vídeo. Mas neste blog tem conteúdo que produzo há 4 anos, de forma 100% gratuita (e sem a encheção de saco de anúncios pipocando), para quem quiser entender a lógica por trás dos números e preparar a própria liberdade.
Depois de navegar por aqui, espero que você se convença de uma coisa: a independência financeira não é um privilégio reservado aos deuses herdeiros, e existe, sim, um propósito gigante em uma vida que não se resume a trabalhar apenas para pagar contas.
Respostas de 72
O ‘economista’ que fez chacota é um completo idiota! Embriagado desta mentalidade de que o papai Estado é o salvador ou que só fica rico/independente financeiramente quem herda. O FIRE não é para todo mundo, mas para quem tem alta renda, é a carta de alforria!
Lilian, conheci você por meio dessa reportagem e, assim que terminei de assistir, comprei o seu livro. Pretendia me aposentar em 2026, aos 45 anos, mas a conta não fechou. Percebi que preciso de muito mais dinheiro. Você deixa claro que o que fez não é para todos. Realmente, é necessário ter uma boa renda e levar uma vida frugal para conseguir. Ainda assim, tenho esperança de que conseguirei alcançar minha independência financeira aos 49 anos.
Amei o livro, pois é muito esclarecedor e realista. Ele me deu esperança. Não quero morrer trabalhando. Meu pai ralou a vida toda, pobrezinho, e morreu em processo de aposentadoria. Não chegou a ver a cor do dinheiro.
Saber que o ser humano passa a vida trabalhando, muitas vezes sem tempo para cuidar da própria saúde; e, quando finalmente se aposenta, o que recebe nem sempre é suficiente para garantir a própria subsistência é revoltante.
Sei que poucos conseguirão alcançar o que você conseguiu, mas eu não vou desistir.
Antes de conhecer a sua história, eu já havia reduzido muito os meus gastos. Já percebia que aquilo que a maioria das pessoas considera interessante, para mim, é apenas bobagem. Desapegar-me do mundo material me ajudou muito.
Para mim, não se trata apenas da vontade de parar de trabalhar porque considero meu trabalho desgastante. É uma filosofia de vida: consumir menos, reduzir a exploração ambiental e a produção de lixo, ter menos estresse e menos culpa e dedicar meu tempo ao que realmente é importante para mim.
Sou professora da rede federal. Posso dizer que, se fosse da rede pública municipal ou estadual, provavelmente não estaria escrevendo aqui. É preciso ganhar bem mais para poder pensar em alcançar a independência financeira e se aposentar mais cedo.
Obrigada por compartilhar a sua história. Sinto que não estou sozinha.
Não conhecia o site. O nome já é um tapa na cara. Pelo que tenho percebido a parte FI é aceitada sem esforço, já a parte RE é um absurdo completo. A profissão de herdeiro é ainda mais polêmica.
Só passando para mandar minhas palavras de apoio Aposentada! Como já foi falado antes, “colocar a cara a tapa” e se abrir publicamente é algo a ser aplaudido… Como disse o AA40 no post dele, se o povo não está pronto para aprender sobre a mágica dos juros compostos e a luz no fim do túnel para interromper o ciclo da pobreza que mantém grande parte do brasileiro como “massa de manobra” infelizmente não podemos fazer nada. Se querem manter a economia girando com seu tempo, melhor pra nós que vamos tirar o melhor que o sistema pode nos oferecer. Cabeça erguida rainha FIRE! Grande abraço!
Oi aposentada! Descobri você e o estilo de vida FIRE através da reportagem para a DW. Não se preocupe! Tenho certeza que a mensagem do movimento FIRE foi captada por muita gente. Também sou jornalista e sei que a reportagem, pode ter tido a boa intenção do repórter que entrou em contato com você, mas pode ter tomado outro rumo no alinhamento editorial do veículo. Não guarde mágoa do jornalista! Eu já o adoro por me apresentar o seu blog, que estou amando mais a cada post. Maratonei também seu canal do Youtube e amei as conexões com os filmes. É lindo de ver que quando estamos abertos, tudo é ensinamento!
Já vivo um estilo de vida minimalista, que me trouxe muita liberdade. Apesar de ser apresentada recentemente ao termo, me sinto frugal. A mudança em mim foi tanta que resolvi abrir um canal do Youtube pra compartilhar tudo que estava vivendo. Acredito que seja um processo parecido com o que você vivenciou com a criação do seu blog.
Quanto aos investimentos, já consigo poupar parte da minha renda para o futuro, mas com o estilo de vida leve que aprecio e carga horária reduzida não consigo poupar mais, por hora. Como perdi meu irmão muito cedo, aos 25 anos, também me preocupo muito em equilibrar o presente e o futuro. Tenho a possibilidade de aumentar carga horária e consequentemente minha renda para acelerar meus investimentos e, quem sabe, um dia ser FIRE, mas, por hora, e, na contramão da maioria, sinto que o meu tempo é muito mais valioso.
Por favor, continue compartilhando seus pensamentos por aqui! Amo ler também os comentários, porque sinto constantemente que estou na contramão da maioria. Mas, por aqui, me sinto parte da comunidade. Gratidão por compartilhar seu estilo de vida e nos inspirar!
Que comentário lindo! Muito obrigada mesmo por ter vindo aqui me contar tudo isso. E saber que você me conheceu justamente pela reportagem da DW é um ótimo lembrete de que, apesar das minhas frustrações com o resultado, ela também levou a mensagem até pessoas que talvez nunca chegassem aqui de outra forma.
E me identifiquei muito com o que você escreveu sobre o valor do tempo. Para mim, FIRE nunca foi simplesmente sobre acumular o máximo possível no menor tempo possível. De que adiantaria conquistar liberdade no futuro se, para isso, a gente abrisse mão completamente da liberdade no presente? Acho que encontrar esse equilíbrio é uma decisão muito pessoal, e talvez você já tenha conquistado uma parte importantíssima daquilo que muita gente busca quando descobre o FIRE.
Adorei também saber que você criou um canal para compartilhar esse processo! Foi exatamente essa vontade de dividir descobertas e encontrar outras pessoas que pensassem sobre a vida de uma maneira parecida que me fez começar o blog.
Obrigada pelo carinho com o blog, com o canal e seja bem-vinda à comunidade. Comentários assim me lembram por que ainda vale a pena continuar escrevendo por aqui.
Adorei a reflexão de talvez já ter encontrado o equilíbrio. É algo que penso bastante. Aproveito para comentar que amei o post sobre a depreciação do caseiro. Eu, que sempre amei cozinhar, me vi em uma fase que pedir algo pronto me parecia muito melhor do que cozinhar. Afinal, são muitas horas de preparo e louça lavada para poucos minutos de apreciação. Mas, seu post me fez retomar minha vontade de cozinhar, pelo simples prazer de preparar meu próprio alimento. Precisamos valorizar mais isso! Recomendo a leitura a todos.
pois é Lilian, quando te vi no thumb da DW quase caí da cadeira. Para mim nao foi surpresa terem distorcido a idéia. Nao me lembro de uma reportagem na mídia mainstream que fosse decente. No entanto eu conheci FIRE através da midia mainstream, e obviamente os detalhes eu aprendi fora dela. É um assunto complexo e delicado, que dificilmente consegue ser explicado numa reportagem de 10 minutos ou num artigo curto. E quase ninguem tem tempo pra questionar ou ir atrás dos detalhes, como vir aqui ler o blog. Mais fácil meter o pau, tirar o sarro, chamar de louco. Entao fica isso. Pra sempre será um nicho, e sorte de quem o descobre.
Pois é! Acho que você tocou num ponto importante: muita gente, pode acabar conhecendo o FIRE primeiro pela mídia mais tradicional, então ela tem um papel importante de porta de entrada. O problema é que é um assunto cheio de nuances e muito difícil de explicar em poucos minutos sem cair na caricatura.
No fim, acho que é justamente por isso que vale continuar falando sobre o assunto com mais profundidade. Quem tiver curiosidade vai além da manchete e descobre que tem muito mais coisa ali.
Lilian .
Parabéns pela independência tão cedo
Muito bom seus posts .
Gostaria da sua opinião.
Se eu conseguir travar uma taxa de 7,5% . no Renda +
Meu objetivo for retiradas mensais ( não marcação )
E estou ciente/e confortável com a volatilidade .
Durante os 20 anos , posso considerar esta taxa
De 7,5% . Como TSR ?
Vc acredita que este título é realmente seguro .
Renda + 2030
Muito obrigado
Oi Mauricio!
Já escrevi sobre o Renda+ e a TSR aqui:
Mas é um investimento com risco, como todo investimento. Importante estar ciente dos riscos que corre antes de investir ;) https://aposentadaaostrinta.com.br/por-que-o-renda-permite-aumentar-a-taxa-segura-de-retirada-no-momento/
Parabéns, Lilian, pela sua trajetória, exemplo e coragem! Para nossa comunidade Fire brasileira você é nossa rainha! Te acompanho desde o Sempre Sábado.
Rs, adorei o rainha! Obrigada por estar aqui desde sempre!
Parabéns pela coragem de se expor e por divulgar o movimento!
Infelizmente, a matéria foi (bem) enviesada. Só pra pegar um ponto, teve a moça do final, que fala em falta de propósito ao parar de trabalhar, sendo que no início do vídeo eles mesmos mostraram o teu exemplo, fazendo faculdade e tantas outras atividades possíveis (fiz questão de apontar isso nos comentários do vídeo).
É bom ter em mente que os anunciantes precisam de consumismo e que é bem mais confortável para as pessoas taxarem de “herdeira” e dizer que é impossível, do que fazer o esforço e tentar chegar onde você chegou.
Eu já admirava você antes, por abrir aspectos pessoais em um país como o nosso, em prol de divulgar o FIRE. Agora, admiro mais ainda.
Seja como for, você plantou uma semente. E deu pra ver que alguns frutos deram certo. Se outros não deram, paciência. É aos poucos e pelo exemplo que a ideia vai crescendo.
Oi Juliano!
Pois é, não pareci uma “aposentada deprê”, não é mesmo? E o próprio jornalista quando conversou comigo disse que eu deveria tá vivendo um sonho.
Mas sim, assim como os anunciantes precisam do consumismo, o jornalismo precisa de cliques. E matéria rasa, polarizadas, com tom polêmico e trazendo exemplos dignos de circo, é o que eles querem. Talvez essa tenha sido a minha inocência: querer propor um debate saudável em um mundo doente.
O que importa é que quem focou nas minhas frases no início do vídeo e pensou “hum, isso faz sentido”, agora está descobrindo um mundo novo de possibilidades. E sem dúvidas, o meu exemplo dá um toque especial nisso.
Obrigada pelo carinho e pela admiração!
Querida Lilian parabéns pela coragem de se expor na mídia tradicional. Eu também esperava uma matéria mais bem elaborada da DW, mas o conteúdo foi (muito) raso e tendencioso. O jornalista simplesmente conseguiu misturar assuntos diferentes e a edição da matéria ficou horrível.
* O dito “economista” da matéria representa um perfil ultrapassado e um exemplo típico da falta de preparo em lidar com um assunto desconhecido para maior parte da sociedade brasileira.
Pois é, pelo visto não fui só eu que “não gostei” da edição, rs.
E sim, eu conheço esse economista e jamais toparia debater sobre FIRE com alguém tão retrógrado como ele.
Mas foi inocência minha não pedir a edição antes de aprovar. Se eu soubesse que fariam essa polarização rasa do movimento, eu não teria topado.
No final, me senti sem direito de resposta!
E obrigada pelo apoio!
PARABENSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
por tudoooooooooooooooooooo !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fez por merecer esse objetivo alcançado.
Gente de ação é isso ai.
Obrigada pelo apoio!
Interessante, mas eh minha experiencia que na maioria das vezes a maneira como um video vem ao publico nao eh a maneira como voce pensou que viria.
Em 2017 a Globo me entrivistou sobre o Caminho da Fé. Eles estavam preparando uma reportagem no Fantastico sobre o aniversario da Basilica de Aparecida do Norte e na época acho que eles não encontraram nenhum outro peregrino saindo de Sertãozinho para entrevistar 😆.
Nos meus 3 segundos em cadeia nacional de televisao eles me mostraram dizendo “É tudo em caminho de terra então vai ser dificil”… quando o que eu disse foi mais os menos isso… “Em minhas peregrinações anteriores eu fiz a maioria do percurso em estradas asfaltadas, mas no caminho da fé é tudo em estrada de terra então vai ser mais dificil”. Deixou a impressão que eu tinha receio de pedalar em estrada de terra… 😆
Pois é Paulo, mas o mais curioso dessa história é que eu não topei dar uma entrevista para a mídia tradicional.
A entrevista foi para a DW, um canal bem menor e mais nichado. O fato de ter repercutido na mídia tradicional foi o elemento surpresa dessa história.
Mas valeu de aprendizado. Assim como a sua experiência, é assim que vamos amadurecendo e nos constituindo cada vez mais como seres humanos.
Eu nunca tinha ouvido falar desse movimento, mas sem saber, de certa forma, fiz o que voce se propos a fazer. Minhas condicoes sao bastante diferentes das tuas. Tenho 61 anos e na Inglaterra a idade para aposentadoria masculina eh 67. Nao uso a palavra “aposentado”, mas estou a 1 ano sem trabalhar. Tenho um motorhome e a ideia inicial era alugar a casa e viver como nomade, a partir de minhas economias e da renda do aluguel. Tudo calculado no papel, mas a vida nao necessariamente segue um papel. Depois de 4 meses viajando pela Europa este ano, decidi colocar a vida nomade em “stand-by” por opcao propria (simplesmente nao curti a experiencia tanto quanto pensava que ia). Estou ciente que posso ter que voltar ao mercado de trabalho antes da aposentadoria “oficial” (a do estado), mas por enquanto estou curtindo fazer literalmente nada e preocupar a familia e os amigos com minhas decisoes… :)
Estamos com vc!!! Veja
https://www.reddit.com/r/IFBrasil/comments/1vp2k67/vamos_apoiar_a_l%C3%ADlian_aposentada_aos_30_contra_o/
Que legal! Adorei o apoio!
Li a sua entrevista na íntegra e os comentários absurdos!! Parabéns pela coragem de conceder uma entrevista desse tipo para a mídia tradicional. Já passei por essa mesma experiência no passado e senti na pele: as críticas infundadas e as distorções foram tantas que prometi a mim mesmo nunca mais me expor dessa forma.
A verdade é que a grande maioria das pessoas simplesmente não está preparada para ter essa conversa sobre educação financeira e liberdade de escolha. Falta maturidade para compreender a lógica do acúmulo de patrimônio, e quem prefere atacar costuma estar condenado a permanecer preso à rotina do trabalho forçado.
Não se desespere com os comentários. Siga firme no seu propósito e ignore o ruído. Excelente jornada FIRE, Lilian!
Oi AA40! Obrigada pelo apoio, e pelo post especial!
Realmente, falta maturidade para lidar com um tema de adulto mesmo. Na crise de amadurecimento que vivemos hoje em dia, me parece que o FIRE tem pouco espaço para ser bem apreciado mesmo.
E não vou me desesperar com os comentários! Eu não li, só fiquei sabendo de alguns que chegaram até mim, mas deletei na hora. Confio muito no que eu digo e prego!
Boa jornada para você também!
Estava assistindo o DW quando parei para prestar mais atenção sobre o tema FIRE e quem aparece…. você… fiquei super feliz!!!
Obrigada pelos ensinamentos e continue escrevendo, adoro ler o seu blog.
Grande abraço e sucesso!!!
Oi Cris! Que bom que ficou feliz! E obrigada pelo apoio!
FIRE é muito mais complexo do que parece para quem está fora desse universo. Para quem está dentro, a complexidade é inerente ao propósito: o planejamento, a reinvenção de hábitos, a autonomia nos investimentos, a mudança na relação com dinheiro.
Para quem está fora, a relação mais neutra possível é dar “tela azul”. Há as reações positivas, de empatia ou apoio. As serenas e maduras, que dizem “isso não é para mim, pois não penso assim, mas fico genuinamente feliz por você”. Mas, no geral, a maioria tende a migrar para ofensas, deboches, falácias, inveja e recalque. Eu falo sobre o tema com pessoas próximas há anos e, mesmo nesses círculos, lido bastante com pessoas na defensiva, que agem com desprezo e dependem de armaduras e e contra-ataques. Ou pior: pelas costas, há aqueles que, apesar de próximos, dão um jeito de diminuir e achacar.
Nesse sentido, as sessões de comentários no youtube ou no Instagram trazem o pior dos mundos. Apenas pessoas odiosas, superficiais e vazias, alimentadas pela lógica da crítica ou pseudo-crítica, do constante conflito, do desmerecimento alheio.
Me ocorre que, por ser nichado, o FIRE como ideia, como convite a reflexão, vai funcionar apenas para iniciados. Para quem, por próprios caminhos, acaso ou intuição, já tem uma inclinação ao pensamento proposto. Apesar disso, se uma única pessoa que consome conteúdo sobre FIRE por meio de um canal de massa é tocada, penso que já valeu o esforço.
Nota: a postura do economista foi absolutamente bisonha, na técnica e no comportamento. Muito mais chocante do que o show de horrores nos comentários. Como pode um professor com uma visão tão tacanha e, sobretudo, tão errada? Cheguei até a pensar que poderia ser culpa da edição e do roteiro (péssimos, por sinal), mas não creio que seja possível responsabilizar somente os jornalistas.
Oi Fred!
Pois é, talvez ele tenha uma complexidade de entendimento inicial por conta da sociedade de excessos que vivemos. O ponto que sempre chama atenção é esse: é impossível poupar de 50-70% da renda. Se você está inerte nessa sociedade de consumismo, aí parece algo complexo demais de se fazer mesmo.
E sinto muito que você já tenha se deparado com a malícia alheia quando fala do FIRE. Eu também já vivi isso. Na verdade, ainda vivo. Não são raros os momentos que eu percebo que minha maneira de encarar a vida mudou tanto, que os meus comentários são distorcidos para parecer loucura. E claro, tudo isso explode quando falamos de internet.
Eu concordo que é mais fácil a gente ficar aqui na bolha. E honestamente, é o que eu pretendo fazer por um tempo, para me proteger. Tenho recebido muitos convites, e poderia surfar essa onda e “ficar rica” com a exposição, como tanta gente faz. O que não perceberam é que o fato de ser FIRE me coloca numa posição de não precisar disso. Fui para a entrevista um pouco inocente, confesso. Mas por tamanha vontade de divulgar esse movimento que deixou a minha vida mais gostosa, e tentar dar alguma luz para esse mundo doente. E consegui, algumas pessoas novas tem me procurado, demonstrando encantamento com o movimento que até então desconheciam. Então, passado esse choque inicial, acho que essa exposição temporária foi válida.
Muito obrigada pelo comentário! Aliás, acho que a sua esposa me enviou uma mensagem bem carinhosa no Instagram ;)
Obrigado pela resposta, Lilian! E sim, foi a Priscila, minha esposa, quem te escreveu no Instagram. Está no seu livro agora, totalmente envolvida!
O Brasil não chega a ser um país pobre, muitos números mostram isso. Mas certamente é muito desigual. Se o abismo social não fosse tão grande, muito mais pessoas (além dos ditos “privilegiados”) teriam a chance de por em prática um plano FIRE e comentários como “façanha” e “absurdo” seriam menos frequentes. Parabéns por colocar a cara a tapa e obrigado por tantos ensinamentos valiosos.
Exatamente, a desigualdade talvez seja mais gritante que a pobreza em si. Mas é uma pena que mesmo a nossa elite ainda queira se colocar no papel de vítima e apontar privilégios nos outros, sem reconhecer os seus.
Obrigada pelo apoio, e fico feliz de saber que vê valor no que eu escrevo!
Parabéns pela coragem de sempre
Não desnime.. Você é inspiradora !
Você é responável pelo que diz e não pelo que os outros entendem, a maioria esta disposta a menosprezar , simplesmente por não ter coragem de tentar
Sócrates usava uma boa analogia: Sua mãe era uma execelente parteira, mas nem ela conseguiria fazer uma mulher dar a luz se não estivesse grávida
Quem não esta pronto… apenas perdeu uma oportunidade…
O mundo esta lotado de “donos da verdade” mas apenas seguem a mentira com belas roupas e fogem da verdade nua e crua
Obrigada por trazer tanta luz aos interessados
Oi Ana! Não vou desanimar não. Talvez fique um bom tempo sem dar entrevistas, rs, mas aqui no blog vou seguir animada. Esse espaço é muito especial para mim. Nunca imaginei que um dia seria escritora, e que pessoas iriam ler e comentar o que eu escrevo.
Eu adoro essa analogia de Sócrates, obrigada por me lembrar dela nesse momento!
Obrigada pelo apoio!
Outra questão que me chamou a atenção nos comentários desse vídeo foi a misoginia. Apareceram várias suposições do tipo: “ela herdou um apartamento do pai” ou “o marido dela não é FIRE, então deve bancar o estilo de vida dela”. É curioso como, quando uma mulher decide sair do mercado de trabalho, parte das pessoas imediatamente procura um homem para explicar ou justificar a escolha dela.
Oi Lori!
Ah sim, isso já era esperado. Eu gosto também do “menina” ao invés do “mulher”.
É outra forma de diminuir a conquista alheia, né?
O sucesso na vida incomoda demais a quem simplesmente não tem capacidade para fazer o mesmo e daí surgem todos os comentários invejosos! é simples assim.
Eu acho que tem sim um componente de inveja, mas não acho que resume tudo.
Talvez o que mais me incomode é ver pessoas que poderiam seguir o movimento, se tratando de vítima (como o próprio jornalista, que disse que para ele “ganhar na loteria tava difícil” para conseguir fazer o mesmo).
Obrigada pelo apoio!
Seria legal se vc fizesse um React no canal do youtube ao seu vídeo na DW, de forma a explicar melhor as informações que foram cortadas na edição. Até para que as pessoas consigam entender melhor o movimento.
Rs, será?
Por ora vou ficar na escrita…
O canal do YT deu muito trabalho para me expressar de forma coerente! A escrita é muito mais fácil, sem dúvidas!
Fico feliz de ver tantos comentários certeiros por aqui, inclusive alguém destacou como você se expôs aqui nesse blog, de maneira generosa e corajosa.
Eu gosto muito de vários blogueiros fire, mas que eu saiba você é única nessa iniciativa de se expor claramente no Brasil. Um país que tem tanta dificuldade de falar de dinheiro e de entender o capitalismo.
Parabéns novamente por tudo e seguiremos te admirando e apoiando pelo que você faz para ajudar outras pessoas a verem a beleza de ser FIRE.
Abs,
Nossa, eu to aliviada de ver tantos comentários inteligentes aqui! Os leitores desse blog estão longe de ser analfabetos como alguns pensam, rs.
Obrigada por reconhecer a minha coragem de me expor. Talvez tenha sido maior do que a coragem de ser FIRE. Mas eu precisava dar a cara aqui, mostrar que tem sim um ser humano, de carne e osso, e mudou a relação com consumo e trabalho. Acho que isso torna a minha mensagem ainda mais forte.
E não é que tem muita beleza em ser FIRE mesmo?
Confesso que fiquei decepcionada com a matéria. Do jeito que o economista foi taxativo parece que o FIRE é uma utopia. É como se os que tem mais condições, não quisessem dar o caminho das pedras para a maioria da população para que ela continue sendo a base de sustentação da pirâmide econômica.
Muito bom seu ponto Priscilla! A resposta dele também teve um tom condescendente.
E pior, já vi muito economista fazendo isso. “Ah, nem tenta porque você não tem condições”.
Quem sabe esse tom dele, de superioridade no argumento, não desafie algumas pessoas a tentarem… e conseguirem!
Oi Lilian, conheci o FIRE essa semana por meio de uma amiga. Mas posso dizer que conheci um pouco antes por meio do amigo de um amigo que nasceu na periferia de Florianópolis e desde os 40 vive de renda passiva. Conhece esse amigo me despertou a grande curiosidade por como ele fez isso. E 2 meses depois, semana passada, uma amiga falou de você. Como alguém que mapeia pessoas que estão inovando pela consciência, posso dizer que você é uma baita inovação. E infelizmente o novo incomoda quem está preso ao passado. Parabéns por ser essa voz tão relevante em um assunto tão importante.
Uau, Tânia! Obrigada por trazer esse exemplo. Eu também já conheci pessoas que vieram de muito baixo e atingiram o FIRE. São exemplos muito ais admiráveis do que o meu, e talvez gerem até menos resistência.
E adorei saber que me considera inovadora! Mas sabe que já até escrevi aqui que, talvez, FIRE não seja tão novo assim. Talvez só um novo termo para essa ânsia tão humana por liberdade.
O post é esse aqui: https://aposentadaaostrinta.com.br/fire-nao-e-modismo/
E bem vinda ao blog, espero que goste!
Lilian, parabéns pela coragem de se expor. Desde que conheci o movimento FIRE, em 2018, através de uma matéria na UOL, vejo o quanto é difícil tratar desse tema fora do “universo” FIRE. Os contrapontos são sempre extremos, pouquíssimas vezes construtivos e sempre tentando desacreditar o movimento. Dessa forma, não tem como ter ânimo para divulgar. Sigamos na “bolha”.
Oi Aprendiz!
Pois é, as vezes dá vontade de escrever só aqui, para a minha bolha.
Mas se a gente não sai dela, como pessoas como você vão descobrir o movimento?
Eu também só achei que a IF era possível porque vi alguém na internet falando que era.
De vez em quando, eu acho que vai ser válido furar a bolha sim.
Talvez mais estrategicamente do que a forma que eu fiz. Ainda estou evoluindo como “blogueira”, rs.
Boa noite Lilian! Parabéns pela tentativa de mostrar pra muitas pessoas (não todas) que existe uma alternativa ao modelo “trabalhar até morrer”. Pena que as pessoas (e consequentemente a mídia) não parece conseguir enxergar a verdadeira beleza do FIRE…O mais irônico é que a maioria dos seguidores do FIRE começam buscando a aposentadoria antecipada e acabam focando na independência financeira…A aposentadoria mesmo, foco daqueles que não entendem o movimento, vai a cada dia perdendo lugar a cabeça de quem vai aprendendo que aposentar por aposentar não faz bem…Encontrar uma vida de propósito (e muitas vezes trabalhando) é o que faz mais diferença. Grande abraço e se servir de consolação, nós do movimento nos sentimos representados por você… Grande abraço!
Sim, foi uma tentativa. E acho que não foi em vão. Já tive respostas bem positivas. Talvez prefira dar um tempo de entrevistas para a grande mídia até me preparar melhor, rs.
Porque é isso mesmo que você falou, tem muito preconceito associado a palavra “aposentadoria”. Muita gente remete a alguém ocioso, quase como uma pessoa encostada enquanto os outros produzem. Aí concordo que me parece uma busca deprimente.
Já até pensei se deveria mudar o nome do blog. Mas “independência financeira aos trinta” me parece tão grande, rs.
Muito obrigada por dizer que eu represento bem o movimento!
Lilian, você é demais! Mais uma reportagem sensacionalista pra gerar engajamento.
Quem está neste barco sabe! Incomoda optar por seguir um padrão de vida mais simples (que em matéria de Brasil já é viver em abundância!), porque os incomodados estão frustrados e, por isso, se revoltam.
Quem tira um tempo pra ler seu blog sai sempre melhor do que chegou!
Muito obrigada! Abri um sorriso ao saber que esse blog melhora o dia (e as perspectivas) das pessoas!
Na verdade, o brasileiro é consumista, invejoso e gosta de uma facilidade. Por isso Bets e qualquer coisa que prometa lucro grande e rápido tem grandes adeptos. Quando aparece uma pessoa que batalhou, se organizou e se planejou para um determinado sonho / objetivo, gera ódio, inveja e críticas. Temos que evoluir muito como nação para ver esses exemplos, reconhecer as coisas boas que podemos aprender e colocar em prática na nossa vida. Humildade para aprender sempre! Obrigado por compartilhar seu conhecimento!
Sabe que eu também pensei se teve um efeito Brasil? Talvez o meu sonho de matéria (como a da ABC) não seria possível aqui. Uma pena, né?
Mas quem sabe aos poucos, num efeito de formiguinha, vamos mudando essa cultura de ter ódio de quem fez algo diferente e foi bem sucedido financeiramente.
Obrigada por escrever, Wallace!
a matéria foi tendênciosa, difícil sair da caixinha, não é mesmo? mas suas falas me passaram muita verdade! eu me identifico demais com essa perspectiva da gente entender quais são nossas reais necessidades. ainda bem que você aceitou o convite da DW, porque de alguma forma vai atingir pessoas que como eu, nunca tinham ouvido falar sobre o movimento FIRE e só precisam de um “empurrãozinho” pra começar nessa jornada!
Oi Jade! Bem vinda ao movimento! Espero que ele abra seus horizontes para uma vida nova. E o melhor de tudo: quase tudo que você precisa saber, você encontra de graça na internet! rs
Obrigada por escrever que chegou até aqui porque sentiu verdade no que eu falei. É um alívio saber que a mensagem chegou a algumas pessoas, mesmo com a matéria tendenciosa.
Parabéns Lilian!
Adorando te seguir. Ninguém precisa fazer exatamente o que você fez, mas o seu exemplo abre horizontes. Também comecei a trabalhar cedo, aos 15 anos, e aposentei aos 45. E sigo feliz, curtindo a vida…
Parabéns pela aposentadoria também Glaucia!
Eu mudei de vida por seguir o exemplo de alguém, então sei da força de exemplos positivos. Talvez tenha “dado a cara a tapa” por me sentir em dívida com quem fez isso por mim lá atrás ;)
Parabéns pelas falas sobre uma nova possbilidade de viver a própria vida, encarando e aproveitando os privilégios de ganhar um pouco mais do que a maioria e tendo a consciência de evitar despesas desnecessárias no presente para ter um futuro de maior abundância e perenidade. Estou seguindo tal filosfia há cerca de um ano e tem sido libertador gastar apenas com algo intencional, não desperdiçar dinheiro pra agradar terceiros e viver de forma mais leve. Sigamos. Obg por tudo.
Fico feliz de saber que o estilo de vida frugal te trouxe leveza e mais autenticidade.
E obrigada pelo apoio Marcus, foi muito importante receber mensagens assim nos últimos dias!
Lilian, você é uma grande inspiração para quem está disposto a se aprofundar, a se jogar em um movimento de vida que está fora do status quo e que carrega profundas incertezas, questionamentos existenciais (sim!) e reflexões diárias. Infelizmente essa pessoas são raras. O que a reação da massa revela nesses conteúdos é justamente isso, somos poucos, mesmo entre os que teriam sim condições de viver dessa maneira mas preferem a posição de vítimas. Buscar o FIRE nos traz a sensação de isolamento em muitos momentos, mas também nos preenche de liberdade, propósito e autonomia. Expor a própria vida não é fácil, mesmo quando esse não é o conteúdo principal. Eu te agradeço imensamente por esse blog, já maratonei na leitura diversas vezes e sigo não perdendo um único post. E pra quem pensa que você enriqueceu porque publicou um livro, sinceramente, vão passar a vergonha no débito ou no crédito? 😂
Oi Babi,
infelizmente é um movimento que poucos se dão ao trabalho de entender ao fundo. Uma coisa que eu achei curiosa, é que os vídeos tiveram milhares de visualizações e comentários, mas o número de acesso aqui no blog subiu só em 700. Ou seja, um percentual bem pequeno veio tentar entender melhor.
E é para essas pessoas novas que eu vou me dedicar ainda mais, porque acredito muito nesse propósito de divulgar o movimento para quem desconfia que a vida é mais do que trabalho e consumo, mas ainda não encontrou a resposta.
Obrigada pelo apoio sempre!
(ahh, sim, não to rica por conta do livro, rs!)
Adoraria que ficasse ainda melhor por conta do livro, mas quantos(as) ficam? :/
(E eu que nem escrevo nem chego a publicar com pseudônimo?)
O meu principal para comentar é que ainda me considero pré-aprendiz desde exemplos distantes pré-reportagem…
Infelizmente, hoje mesmo grandes veículos de comunicação parecem depender de chamadas polêmicas e “rage bait”. A matéria me pareceu conscientemente articulada para provocar a ira dos internautas e, assim, aumentar as visualizações e interações.
Acontece que mesmo com essa composição enviesada da reportagem, surgiram alguns seguidores novos. Isso significa que a sua mensagem chamou a atenção de alguns corações questionadores, e eu acho que isso já faz tudo valer a pena.
Exato. Me parece que os veículos estão mais necessitados de atenção do que antes. Talvez fosse ingenuidade demais esperar uma matéria tão boa como foi a da ABC em 2015 sobre o Mr Money Mustache. Mas enfim, valeu para trazer mais gente para cá, sem dúvidas.
Obrigada pela mensagem!
Me desculpe… mas o problema do seu exemplo é que vc não é FIRE, é apenas FI. Vc continua trabalhando, publicando e dando consultoria. E agora quanto mais expõe sua imagem e mais seu site fica famoso, mais venderá produtos ou serviços. “Aposentadoria antecipada” que continua trabalhando é esquisito.
Você se colocar como exemplo e porta-voz FIRE não é totalmente coerente. Comentários abaixo para os seus seguidores analfabetos dizerem “brasileiro sendo brasileiro”
E é coerente ser porta-voz do FIRE sem publicar nada sobre o assunto? Kkk
O blog dela não tem nem anúncio cara, cai na real
Vc queria q ela enviasse um livro pra sua casa de graça tb? Ta se achando assim?
É bem diferente trabalhar porque quer, no horário e no dia que quer, sem depender dessa receita. FIRE é independência e poder de escolha.
Ela é aposentada. Se faz consultoria é por opção. Incomoda msm né! Nem todo mundo que pode poupar, poupa, para ter este msm privilégio. Frustra msm!
Ela pode ser FIRE e ter optado por continuar trabalhando da maneira dela. Acho que acontece com muita gente isso; o próprio Mr. Money Mustache, que é a maior referência de FIRE, faz isso. No final das contas, trabalhar e se sentir útil pra sociedade faz bem pra nós, muita gente acha um propósito nisso.
Mas existem trabalhos e trabalhos, trabalhar pra si mesmo é bem diferente de trabalhar CLT num escritório 40 horas por semana.
Eu acho que no final das contas FIRE é uma faixa, que tem desde quem fica o dia todo na praia tomando agua de coco, até os que continuam trabalhando de diferentes maneiras, seja empreendendo, lançando livro, cursos, quem tem emprensa própria, baristaFire (que trabalha menos horas), trabalhos sazonais, etc…
Augusto, dá pra ver que você não entendeu bem o que o movimento representa e defende. A parte do RE não é necessariamente uma obrigação, você pode produzir de outras formas e ainda assim se ver como aposentado, como é o caso da Lilian.
A parte do blog e até da consultoria é algo que, quem segue, entende bem. A jornada tende a ser bem solitária, basta ver tua reação e de boa parte do público que teve acesso ao conteúdo da reportagem, então escrever é uma forma de externar o que pensa e sente. E a consultoria foi a maneira que ela encontrou de ajudar os outros a terem um pouco mais de organização e educação financeira. Ser remunerado por isso é uma maneira de se proteger também, ela pode focar a energia em quem realmente está interessado e não apenas em quer quer detalhes sobre a vida dela.